quarta-feira, 8 de julho de 2015

Luiz Gonzaga Belluzzo: O motor quebrou e o Levy quer arrumar a lataria
publicado em 08 de junho de 2015 às 14:20
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Belluzo defende proteção do emprego e o aumento da taxa de investimento pelo Estado. Foto: Roberto Parizotti/CUT
Belluzzo: motor quebrou e Levy quer arrumar lataria
Economista aponta que governo erra ao tentar consertar um suposto desequilíbrio fiscal ao invés de se preocupar em fomentar o investimento na infraestrutura
Para Luiz Gonzaga Belluzzo, os ajustes fiscais do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, erram na forma e no conteúdo. Na forma, porque não foram discutidos com as bases sociais. E no conteúdo, porque focam no desequilíbrio fiscal, quando a preocupação deveria ser investir na infraestrutura para puxar a aceleração da indústria.
Em entrevista ao Portal da CUT, o economista e professor destaca que os ajustes sobre o emprego e a renda dos trabalhadores devem ter como resposta dos movimentos sindical e sociais a cobrança da taxação dos bancos, do patrimônio e da riqueza.
Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda durante o governo Sarney e de Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo durante a gestão Quércia, Belluzzo repudia o mito liberal de que o Estado atrapalha o investimento privado – “nas políticas de conteúdo local os EUA estão em primeiro lugar” – e critica a completa irresponsabilidade do aparelho judiciário brasileiro, que impede acordos de leniência para salvar as empresas envolvidas na Lava-Jato.
Luiz Gonzaga Belluzzo – O problema começa na forma como foram propostos e executados. Se a presidente foi reeleita com uma plataforma que previa a preservação dos direitos e a manutenção de mecanismos de proteção social dos trabalhadores, era obrigatório, antes de lançar o plano e convidar o ministro Joaquim Levy (Fazenda), discutir com as bases sociais.
Os conservadores fixaram as críticas no desiquilíbrio fiscal, quando o problema veio da forte desaceleração da economia. Conforme eu disse em 2012, por uma questão de estilo da presidente, o governo demorou a promover os programas de infraestrutura, demorou a definir os projetos de concessão e isso se deu no momento em que as forças que levaram a economia a ter um bom desempenho começaram a se dissipar.
E essas forças eram uma situação externa muito favorável, determinada pela demanda chinesa de commodities e pelo crescimento conjunto, até 2007, da economia americana e chinesa. A economia mundial estava favorecendo os países do MERCOSUL, exportávamos manufaturados para os EUA, tínhamos superávit de manufaturados. Isso permitiu que tivéssemos uma política de valorização do salário mínimo, que ajudou muito a demanda interna, que tivéssemos o crédito consignado. Além da queda dos preços de manufaturados chineses, que favoreceram a compra de bens duráveis brasileiros. Esses fatores se dissiparam entre 2011 e 2012 e o Brasil não conseguiu mudar o rumo.
Na crítica dos conservadores isso não existe, a estrutura da economia não existe, o que existe é um conjunto de relações macroeconômicas, que eles não sabem nem manejar direito, e que resultam em decisões de política econômica. Na medida em que a economia foi desacelerando fortemente, foi difícil obter superávit primário que estava conseguindo.
O remédio para esse cenário é esse que o governo tem aplicado?
Belluzzo – É uma tolice o que estão fazendo. Não vão conseguir fazer superávit primário porque a receita cai e o déficit da Previdência sobre com a queda do emprego. Com a queda do volume de transações, os impostos que incidem sobre elas são reduzidos e os empresários também diminuem o nível de atividade para preservar a rentabilidade. Enquanto os bancos racionam o crédito para empresas e aumentam a taxa de juros para o consumidor, além de fazer operações muito rentáveis com a dívida pública.
Essa é uma oportunidade de iniciarmos a revisão da estrutura tributária brasileira. Mais ou menos 55% de impostos são indiretos, pagos igualmente por todos os consumidores, sejam ricos, pobres ou remediados. Enquanto outros impostos diretos, como o imposto de renda, tem participação de 16%. Agora há uma tentativa de se taxar mais os bancos, o patrimônio e a riqueza. Mas não sei se vai prosperar, porque o Congresso Nacional, com as lideranças que tem hoje, não deve acolher uma coisa dessas. As lideranças atuais são muito dependentes de oligarquias regionais e nacionais e elas é que mandam claramente.
Mas as propostas que temos de fazer é para dar o combate a essa lógica, a despeito do erro inicial da presidente de não ter consultado suas bases e ter cedido de uma maneira inacreditavelmente frouxa às demandas dos setores conservadores e ao mercado financeiro.
Qual deveria ser o caminho?
Belluzzo – (Dilma) Deveria ter sido mais cuidadosa com o choque tarifário, porque isso vai produzir impacto lá na frente. Deveria ter discutido com os trabalhadores mecanismos de troca, de manutenção de emprego com os reajustes salariais. Tem gente que diz, “se desvalorizar o câmbio, os salários vão cair“, mas se não desvalorizar não vai ter salário, porque terá desemprego. Veja como reduziu o emprego industrial nos últimos anos, o setor mais afetado. Você deslocou trabalhadores do setor de maior produtividade, com chances maiores de ter ganhos reais, para setores de menor produtividade, onde os salários são menores. O fundamental seria a proteção do emprego, o aumento da taxa de investimento coordenada pelo Estado e a moderação do ajuste salarial em troca do emprego. Esse é o ônus que você tem, tem de fazer uma concessão que tem valor do ponto de vista intertemporal, perde agora, mas ganha na medida em que a economia vai se recuperando.
Alguns economistas defendem que o ajuste de tarifas deveria ter sido feito antes. O senhor concorda?
Belluzzo – A correção do preço de tarifas produz uma inflação de custos, você está realinhando os preços relativos, e de fato houve um equívoco na ausência de reajuste do preço da gasolina, por exemplo. No caso da energia elétrica o problema é mais embaixo porque o modelo elétrico não presta. Na China, por exemplo, a eletricidade serve aos propósitos de rebaixar os custos de produção e não de ser um fim em si mesmo. Claro que você precisa de uma tarifa que remunere adequadamente o capital para permitir o investimento, mas não pode permitir um setor que ‘commodifique’ de tal maneira a energia elétrica que tenha um mercado livre que, de vez em quando, dá saltos e coloca o quilowatt/hora a R$ 800. Não é possível você tratar só através do mercado a tarifa de um fundo universal. Você tem que ter o controle público disso porque é de interesse dos consumidores e das empresas que são produtoras.
A intenção da Dilma foi muito boa, de reduzir a tarifa e adequar, mas infelizmente também a seca não ajudou. Tem uma inflação corretiva de tarifas e em função disso o IPCA está indo a 8,4% e você está tentando combater isso com aumentos sucessivos na taxa de juros, que é um erro.
Por quê?
Belluzzo – Do ponto de vista do equilíbrio fiscal, ao mesmo tempo em que esse modelo persegue o superávit primário, diminuindo gastos e aumentando a arrecadação, também está aumentando o déficit nominal por conta da subida dos juros. E isso afeta a dinâmica da dívida pública, porque a dívida aumenta e vai rapidamente para 70% do PIB, exatamente o que desejam corrigir. É uma fórmula estranha.
Na prática, você está fazendo um ajustamento em cima do emprego e da renda dos dependentes, dos que não tem capacidade de se erguer puxando os próprios cabelos, dependem da relação de emprego. Você está transferindo renda para o setor financeiro e para o rentismo por meio da taxa de juros. Como disse, o sistema tributário tem que tentar corrigir fundamentalmente esse desequilíbrio.
Além disso, estamos amarrados numa situação complicada, uma abertura financeira que foi feita no período posterior à estabilização da moeda e que atrela a elevação da taxa de juros à necessidade de fechar o balanço de pagamentos. A desvalorização cambial estimulou o crescimento das viagens ao exterior, estimulou a remessa de lucros e rendimentos, porque quanto mais valorizado o câmbio, com menos reais você manda mais dólares e produz um déficit manufatureiro enorme. Essa desvalorização cambial que vem de 20 anos e não foi corrigida é fatal. Você tem de ter uma política de comércio exterior que supõe, ao mesmo tempo, controle e abertura para aproveitar o que está acontecendo no mundo. Os chineses chegaram aqui e o Brasil estava completamente despreparado para discutir as propostas.
Nesse cenário, como fica a preservação dos empregos?
Belluzzo – Estão surgindo propostas como essa do Programa de Proteção ao Emprego (PPE), que pode ser aperfeiçoada e deveria ter sido discutida desde o início diante dos efeitos que já se sabia que viriam com a desaceleração da economia. Alguém disse que essa proposta só protege os setores mais aristocráticos da indústria, mas é uma oportunidade para atrair também os menos protegidos para a sindicalização, porque esses ajustes, e isso está expresso no projeto de terceirização, tem como efeito a fragilização ainda maior daqueles em uma situação de precarização e subemprego.
Na Inglaterra cresce muito a porcentagem de zero hour contratc, que é o que vai virar essa terceirização, ter um contrato de zero hora, onde o trabalhador é chamado para tarefas específicas por meio de uma empresa de prestação de serviços que cobra uma parte do rendimento e deixa o trabalhador às vezes dias sem trabalhar.
O capitalismo está reduzindo o papel dos trabalhadores na formação da demanda global e ficando muito mais dependente do investimento pelos empresários. Só que o investimento pelos empresários é afetado pela perspectiva de baixo crescimento. Neste momento, o capitalismo está tentando impulsionar a economia simplesmente pela valorização fictícia da riqueza. Esse é o ponto que temos de atacar, uma regulação mais dura do sistema financeiro para que eles contribuam para a sociedade pagando seus impostos. Para que tenham ao menos uma participação mais produtiva.
Se deixar passar a regulamentação da terceirização como está, vai enfraquecer ainda mais o movimento sindical, como está acontecendo em todo o mundo. Se for necessário flexibilizar, será preciso montar um modelo de proteção em cima de um sistema de contribuição previdenciário e fiscal que permita, por exemplo, ter um programa de renda mínima para proteger aqueles que foram expulsos do sistema. É essa regulamentação que precisa fazer.
O senhor acredita que a saída sejam as relações comerciais externas?
Belluzzo – As pessoas falam para nos integrarmos às cadeias produtivas globais, mas não sabem o que é isso. Os chineses se articularam com as cadeias produtivas locais manejando corretamente os instrumentos centrais da economia para eles. Tiveram o câmbio subvalorizado o tempo todo, atraíram investimento estrangeiro, usaram as empresas estatais para fazer joy venture (associação de empresas para explorar determinado negócio sem que percam personalidade jurídica) com as empresas que iam para lá. O sistema financeiro chinês foi praticamente estatal para subsidiar o crédito ao investimento.
E agora, depois que consolidaram o papel internacional, começam a internacionalizar as empresas deles. Temos que avançar muito, colocaria boa parte de capacidade de gestão brasileira e internacional na perseguição desse objetivo, que não implica romper relações com outros, mas não acho interessante entrar em histórias como a Nafta, que fez com que o México se desse mal.
O senhor acha que seria possível um pacto social? Porque alguns pregam, como o economista Marcio Pochmann, que muitos dos industriais estariam mais preocupados com a especulação do que com a produção.
Belluzzo – Com a especulação e o rentismo, porque você introduziu nos últimos 40 anos essa distorção que nasce dentro do capitalismo e contaminou as empresas industriais. Se você olhar o que acontece com o desempenho das indústrias, muitas estão ligadas a esse processo de financeirização. As empresas pagam aos acionistas com dividendos, sobre os quais não incidem impostos. E você dá benefício fiscal porque é como se você tivesse tido oportunidade de aplicar seu dinheiro a juros e optou por continuar mantendo dentro da empresa produtiva. Para resolver isso é preciso resolver como o sistema financeiro opera.
Nos EUA, tem outra bolha, a da Bolsa de Valores e do preço dos bônus. As empresas e os bancos estão cheios de dinheiro e emitindo bônus para fusões e aquisições, portanto para ganhos patrimoniais e fiscais que você obtém com as deduções. E para o chamado buy back, que é quando você compra as próprias ações para reduzir o número e valorizá-las.
Mesmo que a gente tenha desconfiança que é muito difícil fazer um pacto social, acho que é a única forma de você manter a economia de mercado capitalista funcionando e produzindo bem-estar para a população.
Em quais bases o senhor acha que esse pacto deve ser construído?
Belluzzo – Para começar esse pacto deve envolver trabalhadores, empresários e o Estado e isso vai ter repercussão na forma como o orçamento é definido. A ideia do orçamento participativo é muito importante, porque não dá mais para imaginar nessa sociedade que a ideia da democracia representativa é o suficiente. Ela precisa da participação direta frequentemente das camadas da população mais vulneráveis para discutir a alocação de recursos, quanto o Estado será responsável pelo investimento, pela inovação.
Há anos, no mundo todo, o investimento privado não vai sem o apoio do Estado. Nas políticas de conteúdo local, os EUA estão em primeiro lugar e aqui o pessoal fica discutindo, porque nem bons liberais conseguimos ser. Esse orçamento, que precisa ter sua construção modificada, leva tempo, exige esforço, mas você pode construir um espaço para ter um modelo que seja benéfico para a economia e preserve os interesses dos trabalhadores.
A segunda questão é que não dá para escapar de uma regulação mais justa do mercado de trabalho, porque as novas tecnologias, a robótica, a nanotecnologia vão destruir empregos e não haverá como recolocá-los. A própria revistaEconomist recomendou um programa forte de renda cidadã.
Na Europa e nos Estados Unidos do pós-guerra, quando houve aquele movimento virtuoso, boa parte dos empregos criados foi no setor público. Na medida em que as tecnologias acumuladas naquele período entre a Grande Depressão e o pós-guerra entraram em funcionamento, deram força aos ganhos de produtividade muito grandes. Mas, ao mesmo tempo, não criaram empregos suficientes e os trabalhadores foram absorvidos pelo Estado e por programas sociais.
Compara-se muito a crise que a Dilma enfrenta agora com a que o Lula enfrentou e também as respostas de cada governo. Seria possível reeditar aquela fórmula de oferta de crédito e capital?
Belluzzo – São crises diferentes. Em 2009 o Brasil vinha num movimento de crescimento do consumo apoiado nas medidas que o Lula tinha tomado antes, de valorização do salário mínimo, do crédito consignado, da inclusão. Ele destravou o crédito com a desoneração fiscal para duráveis, num cenário de crise foi induzida. Não tinha banco brasileiro metido no subprime (crédito de maior risco oferecido a quem não oferece garantias). O que tinha era uma restrição ao financiamento porque os bancos entraram em uma crise de desconfiança em relação a eles mesmos. E o governo destravou isso com a criação de um fundo garantidor de crédito para recuperar a economia que cresceu 7,6% em 2010.
A crise atual é de outra natureza, é de perda de fôlego, de uma gestão inadequada do período em que começou a desaceleração. Porque o ciclo de consumo acabou, perdeu capacidade, inclusive, de impulsionar e isso foi combinado com déficit na manufatura enorme. Como se você tivesse querendo recuperar a economia sem que o motor dela funcionasse. Esse negócio do ajuste é como o carro que parou, porque o motor parou de funcionar, e você fosse consertar a lataria. Você tinha que rearranjar outro motor do crescimento, que é infraestrutura, para puxar a indústria. Você nunca teve um problema de demanda na indústria, o problema é que a demanda vazou para fora, é só pegar os déficits da indústria manufatureira, que foi mais de R$ 100 bilhões.
Qual sua perspectiva para o Brasil neste ano e até o final do mandato da Dilma?
Belluzzo – Não existe uma categoria mais metida a fazer previsões e cometer erros grosseiros de previsão como os economistas. Mais do que os meteorologistas, mas neste ano já está dado, a queda de 1,5% a 2% do PIB. Tem gente que está jogando o jogo do contente, inclusive meu ex-aluno, o Aloízio Mercadante, que diz que no final do ano vamos nos recuperar. Não foi comigo que aprendeu isso (risos).
Em curto prazo a gente não deve esperar uma recuperação tão breve, até por conta dos efeitos dos ajustamentos, porque os empresários falam uma coisa em público, dizer que tem de ser feito ajuste, e no privado afirma que não vão fazer nada, que estão com medo.
A Dilma foi minha aluna, minha amiga, lamento dizer isso dela, mas ficou apavorada, ficou obcecada com a ideia do investment grade (grau de investimento atribuído a um país por agências internacionais), que é um mito. Acha que vão parar de investir no Brasil com esse diferencial de juros, a 0,25% ao ano lá e 13% aqui?  Ela ficou impressionada com a agressividade do mercado financeiro em relação a ela, exagerando as dificuldades da situação fiscal. Não tenho nada contra o Joaquim Levy, até almocei várias vezes com ele aqui, mas ele é considerado um dos economistas mais concentrados na ideia de que o ajuste fiscal resolve tudo, que é base do crescimento e isso é um equívoco grave.
O câmbio que imaginei que iam deixar desvalorizar mais depressa estão usando para controle de inflação, que eles produziram, em boa parte, com esse reajuste de tarifas. Atrasar o reajuste de tarifa foi muito ruim, mas como você juntou tudo num mesmo pacotão, o impacto foi maior.
Vamos supor que tenhamos uma boa desvalorização cambial e a economia mundial cresça, ao invés de 3%, eleve para 5%. Isso resultará em um impulso das exportações e só vejo esse caminho.
A não ser que o governo consiga definir um programa de concessões na infraestrutura e que comece a funcionar logo. Mas neste ano não terá impacto, porque vai ser anunciado agora, pode ser que interfira no ano que vem. Se o Nelson Barbosa (Ministro do Planejamento) conseguir articular direitinho esse programa de concessões e botar dinheiro dentro da economia, criando renda, emprego, aí acredito que, sendo bem sucedido, teremos espaços para crescer. Mas precisa, para compensar o efeito recessivo das medidas que estão sendo tomadas, aumentar o orçamento de capital do governo e chamar as empresas para a concessões. E tocar o acordo com os chineses, que talvez demore mais, mas também é importante. Não sou pessimista, acho que há espaço para crescer.
Mas o investimento na infraestrutura não é prejudicado por grandes empreiteiras estarem envolvidas na Lava-Jato?
Belluzzo – Isso é a completa responsabilidade do aparelho judiciário brasileiro, no sentido moral. É conversa mole dizer que eles não podem permitir os acordos de leniência para salvar as empresas e suas estruturas. Uma coisa é punir os empresários malfeitores, isso ninguém discute, outra coisa é não deixar esse sistema empresarial, que é complexo e muito grande, funcionar. Não adianta dizer que eles formam um cartel. Eles são um cartel! Hoje em dia, se você olhar toda a economia capitalista, ela é toda muito concentrada, não existe a livre concorrência. Você tem que regular isso e ter força suficiente para impedir que a corrupção comece a andar e entrar por todos os lados. Não sei se o Estado brasileiro tem condições de fazer isso. Agora, impedir que as empresas participem de novas licitações é um absurdo.
O governo pode fazer uma proposta de reestruturação dessas empresas, inclusive, trocando de controle. Não é suportável que as mesmas pessoas voltem a comandar as empresas, mas não pode destruir as empresas e até isso é um fator que dificulta a recuperação do Brasil.
O governo poderia atrair gente para comprar, como os chineses querem comprar, vender outra parte das ações. Fazer com que os empresários paguem com suas ações de controle e revenda essas ações no mercado.
O que é mais difícil. governar o Brasil com o PMDB ou o Palmeiras com a turma do amendoim?
Belluzzo – Eu fui do PMDB, fui assessor do Ulisses Guimarães e era outro MDB. Esse PMDB atual eu não conheço. Mas o Palmeiras é um clube muito conflitivo e eu tive uma experiência de vida muito importante lá, onde prevalece o particularismo de baixa octanagem. Levei a Parmalat ao Palmeiras e as pessoas ficaram contra porque diziam que a Parmalat ia ganhar muito dinheiro. Queriam que perdesse? Estavam montando um time para ganhar campeonatos e ganhamos vários. Com o estádio foi a mesma coisa, mas eu não me queixo, a vida é assim. Teve gente que se jogou no chão quando eu estava no hospital e mandei demolir o Parque Antárctica velho. Depois, quando começou a subir, falavam que não ia funcionar. Agora o estádio tem vários pais. Eu só fui pela primeira vez ao estádio agora, no jogo contra o Atlético Mineiro, porque os que eram contra iriam chegar e dizer coisas hipócritas e eu não gosto de hipocrisia. E os que são a favor iriam querer celebrar de forma personalista e isso não é verdade, não fui eu quem fez o estádio, fui apenas o instrumento de um desejo de milhões de palmeirenses.

sábado, 14 de abril de 2012

Política industrial do pré-sal mira mercado de US$400 bi

Que bom que o Brasil foi agraciado com uma reserva "mineral" tão vasta como é o Pré-Sal. Uma riqueza impressionante que proporcionará aos brasileiros um futuro mais certo e rico. Precisamos agora começar a pensar como um país próspero, de pleno emprego, crescimento contínuo, e boas oportunidades para todos.

Os desafios serão muitos! Profissionais bem jovens ocuparão cargos de maior responsabilidade e liderança, onde se faz necessário maturidade emocional e um pensamento racional de longo prazo. Não podemos mais dispensar as pessoas que estão a nossa volta, precisaremos de todos! Um investimento dessa ordem abrirá muitas oportunidades. O desafio da Petrobras é mais que dobrar a produção nacional, o que passamos mais de cinquenta anos para alcançar agora será batido em sete anos! Para quem conhece um pouco da E&P (Exploração e Produção) sabe que produzir 2 milhões de barris de petróleo (que equivale a 338 mil caixas d'água de 1000 litros) não é nada fácil. Basta pensar que para isso temos mais de 250.000 pessoas trabalhando diretamente para isso, desses apenas cinquenta mil funcionários BR.

O desafio é muito grande. Sinta-se motivado para contribuir, com certeza o Brasil precisará de todos que se disponibilizem.  

Política industrial do pré-sal mira mercado de US$400 bi

Agência Estado

A demanda doméstica por bens e serviços em exploração e produção offshore de petróleo está calculada em US$ 400 bilhões (cerca de R$ 720 bilhões) até 2020, segundo número usado como referência pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), calculado pela consultoria Booz. O montante dimensiona a margem que governo e Petrobras têm para fazer política industrial com o pré-sal e criar uma rede nacional de fornecedores.
 
O dado consta de documento do departamento da Cadeia Produtiva de Óleo e Gás do BNDES, criado há seis meses para ajudar a desenvolver a indústria de petróleo no País. "A política de conteúdo local vai exigir que quem ganhar novos contratos instale fábrica aqui. As empresas estão vindo, há várias conversando com a gente", diz o chefe do departamento, Ricardo Cunha.
 
As iniciativas para se aumentar a produção e vencer os gargalos da indústria foram impulsionadas após a entrada de Graça Foster no comando da estatal e da contratação no Brasil, pela Petrobras, de mais 26 sondas de perfuração para o pré-sal, ambos em fevereiro. As metas são atrair novas empresas, expandir o financiamento e formar técnicos usando contratos da Petrobras como chamariz. Um atraso no desenvolvimento da cadeia significaria atrasar a exploração do pré-sal ou resultar na importação de equipamentos e serviços.
 
"Ela cobra rapidez para atingir a meta de 5,8 milhões de barris por dia em 2020 (mais que o dobro de hoje), número que repete em reuniões", diz empresário ligado à contratação das sondas.
 
BNDES, Transpetro, estaleiros, grandes fornecedores, associação de máquinas e equipamentos (Abimaq) e da indústria naval (Sinaval) participam de grupos de trabalho para enfrentar os gargalos. O modelo desenhado para as sondas - primeiro faz-se o contrato e depois monta-se a indústria que vai construí-la - pode ser repetido com a cadeia de fornecedores, de acordo com os envolvidos, que preferem não se identificar já que as discussões estão em andamento.

Petrobras avalia solução para greve em complexo petroquímico



A greve no Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), uma das maiores obras da Petrobras em andamento, entrou hoje no seu quinto dia com uma luz no fim do túnel.

O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, informou que vai avaliar amanhã (13), com sua equipe, possíveis soluções para resolver o impasse que coloca de um lado os 14 mil trabalhadores da construção do Comperj e do outro os consórcios das construtoras responsáveis pela obra.

Os trabalhadores pedem ajuste salarial de 12% e vale alimentação de R$ 300, enquanto as construtoras acenam com 9% e vale de R$ 280.

"Vamos fazer uma avaliação interna amanhã para achar uma solução. Eu quero obra", disse Costa à Folha.

O executivo já fez três reuniões com os trabalhadores e uma com as construtoras, e considerou que as conversas "estão avançando".

O secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e Mobiliária de São Gonçalo, Luiz Augusto, está otimista com a entrada em cena do diretor e espera que até a próxima terça-feira o conflito esteja resolvido.

"Mas não vamos abrir mão do nosso pedido de ajuste salarial e do vale", afirmou o sindicalista, que hoje se reuniu com a categoria para explicar como estão as negociações.

Além das duas reivindicações, o sindicato quer que os trabalhadores recebam pelos dias parados por causa de greves realizadas nos últimos meses, que somam cerca de 30 dias.

O Comperj está sendo construído desde 2008 no município de Itaboraí, a 45 quilômetros do Rio de Janeiro, e até hoje só tem 30% da obra construída.

A previsão inicial era de que entrasse em operação esse ano, mas as sucessivas greves e problemas climáticos adiaram para 2014 o início da produção da primeira unidade, com capacidade de processar 165 mil barris diários de petróleo.

A segunda unidade terá o mesmo porte, mas ainda não há data para sua construção.

O Comperj será formado por uma refinaria e unidades geradoras de produtos petroquímicos de 1ª geração como propeno, butadieno, benzeno, entre outros, e com uma capacidade de eteno da ordem de 1,3 milhão de toneladas/ano.

Haverá também um conjunto de unidades de 2ª geração petroquímica com produção de estireno, etileno-glicol, polietilenos e polipropileno, entre outros.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Como ganhar dinheiro?

O dinheiro é a representação do valor econômico do poder de compra. Numa sociedade capitalista ele pode ser acumulado de forma diversa do trabalho, através do capital. Mas, como conseguir dinheiro? Depende, se você já tem dinheiro as coisas ficarão mais fáceis, mas a maioria que ler este blog provavelmente estarão na mesma situação da grande massa popular brasileira, querendo ganhar pois ainda não o tem. A estes envio o recado.

Se for pelas vias legais, pois existe a via ilegal e essa é muito utilizada, resta a opção tornar-se um empregador. No inicio individual. Observe a sociedade alguma necessidade que está em falta ou que está sendo mau atendida, por exemplo os serviços de saúde.

a) Se qualifique para tais atribuições, ou funções necessárias no ramo escolhido (se no ramo de saúde citado, faça uma faculdade de medicina, enfermagem, fisioterapia, ou outra qualquer do ramo).

b) Escolha o público alvo do seu negócio, a cidade, a classe social, o bairro ou bairros, estude-os para entender as necessidades.

c) Estude o mercado de serviços prestados a estes, quando cobram, quais os serviços prestados, em que eles estão falhando, em que estão desatualizados, procure fazer uma análise crítica do mais forte, este será o seu alvo.

d) Procure um ponto para o seu negócio, este passo é muito importante, pois a depender do ramo, da atividade prestada, você terá que fazer o cliente vir a seu negócio ou se colocar num local que ele já frequente (ex.: Auto-escolas próximas as Centrais do Cidadão).

e) Junte com seu trabalho mesmo um pequeno capital que possa financiar o inicio do negócio, e fique alerta, tudo no início é complicado e não deve ser retirado, apenas reinvestido. Desse pequeno capital deve lhe manter pelo menos no primeiro ano do negócio.

f) Prestar um serviço melhor do que o da concorrencia e com os preços um pouco a baixo dela no início será o chama inicial, que deverá ser corrigido nos preços logo que se fixar clientela, pois se não o negócio não dará lucro. Quando o negócio andar sozinho, saiba que você precisa selecionar bem e confiar nas pessoas que irão trabalhar com você, faça atribuições de funções, delegue tarefas. E comece a pensar em filiais, daí nascerá o seu patrimônio e sua riqueza.

No capitalismo só ganha dinheiro quem explora, no bom e no mau sentido, o trabalhador, pois este é a única fonte real de riqueza. Bem vindo a realidade cruel e nefasta que é a vida em sociedade.

Outra forma de ganhar dinheiro é lançando um livro, como ganhar dinheiro, mas aí muitos já o fizeram e enganaram o público antes de você, então esqueça essa forma.







O "espírito animal" do capitalismo

Editorial do sítio Vermelho:

"Sonho com esse momento (de declínio econômico) há três anos. Vou confessar: sonho diariamente com uma nova recessão. Se você tem o plano certo, pode fazer muito dinheiro com isso". O autor dessa declaração reveladora é o financista Alessio Rastani, operador independente do mercado financeiro, que fez uma espécie de confissão sobre as atividades do controvertido setor em que “trabalha” durante recente entrevista à BBC.

Num arroubo de sinceridade, coisa rara entre seus pares, Rastani deixou claro que o “mercado”, este ente todo poderoso, onipresente e onipotente, não tá nem aí para os planos orquestrados pelos governos europeus com o intuito de contornar a crise da dívida na região. "Não ligamos muito para como vão consertar a economia. Nosso trabalho é ganhar dinheiro com isso", afirmou.

Ademais, acrescenta o sábio financista que "os governos não controlam o mundo. O (banco) Goldman Sachs controla o mundo. O Goldman Sachs não liga para esse resgate, nem os grandes fundos". Com efeito, é notória a impotência do Estado capitalista para debelar a crise. Trilhões e trilhões de dólares foram derramados na economia para resgatar bancos e banqueiros. Mas a produção não reagiu e nem o desemprego recuou. Em contrapartida, os déficits públicos explodiram desencadeando a crise da dívida nos Estados Unidos e em toda a Europa. Um autêntico círculo vicioso, como notou o presidente do BC brasileiro, Alexandre Tombini.

A ideia de que são os bancos que mandam no mundo pode não estar muito longe da verdade. Todavia, a recessão evidenciou que essas instituições se comportam como parasitas da dívida pública e não sobreviveriam à crise, enquanto iniciativa privada, sem o aporte inédito de recursos governamentais. Na turbulência transparece a fusão dos interesses do Estado capitalista com o sistema financeiro, daí a impressão de que quem “manda no mundo” (e nos governos) é o “Goldman Sachs”.

Rastani esbanja um bizarro otimismo com o avanço da crise, exibe com invulgar cinismo suas convicções catastrofistas e não faz questão de esconder que para o mercado financeiro também vale a máxima do quanto pior melhor. "Essa crise é como um câncer. Se esperarmos, vai ser tarde demais. O que digo para as pessoas é: preparem-se. Não pensem que o governo vai consertar. Quero ajudar as pessoas, elas precisam aprender a fazer dinheiro com isso. Primeiro, protegendo seus ativos. Em menos de 12 meses, ativos de milhões de pessoas vão desaparecer".

É completamente estranho aos sentimentos do financista o sofrimento dos trabalhadores e trabalhadoras condenadas ao desemprego pela crise. Já são 200 milhões nesta condição, segundo a OIT, 40 milhões concentrados nos países mais desenvolvidos. Em geral pobres ou miseráveis, esses seres humanos não têm nada a ganhar com os conselhos de Rastani. Afinal, não possuem outro ativo além da própria força de trabalho para vender e garantir meios de sobrevivência, no mais das vezes precários. Não dispõem de renda para especular com a desgraça alheia.

De todo modo, cumpre reconhecer que o operador presta um inestimável serviço à opinião pública ao expor, com uma honestidade chocante, os reais interesses que movem o capital financeiro. Subjacente às declarações que fez à BBC não é difícil perceber o verdadeiro “espírito animal” que move mundos e montanhas no capitalismo, louvado e mistificado pelos ideólogos e economistas burgueses.

Há uma só razão e um só objetivo por trás do processo anárquico de reprodução do capital: a busca pelo lucro máximo, que se traduz em mais e mais dinheiro. É isto que anima o capitalista e conforma o “espírito animal” consagrado por lorde Keynes. Pouco importa se a corrida insensata atrás da “vil prostituta da humanidade” (conforme Shakespeare apelidou o dinheiro, na época ouro, num genial monólogo de Timon de Atenas) termine em crises violentas como a que estamos presenciando no momento ou como a Grande Depressão de 1929 que, nunca é demais lembrar, pavimentou o caminho da 2ª Guerra Mundial.

A crise emana do capitalismo com uma objetividade e força que escapam ao controle dos governos. É certo que não encontra uma solução positiva nos marcos deste sistema de exploração e opressão e não é raro que termine em guerra. Para prevenir a barbárie, a classe trabalhadora e os povos precisam elevar seu nível de consciência e lutar com toda energia para acabar de vez com o capitalismo e erguer sobre suas ruínas as bases de uma nova sociedade, socialista. A humanidade não tem outro caminho.

US$ 10 trilhões torrados nas bolsas

Por Altamiro Borges

Que o capitalismo é um sistema destrutivo, vários fatos marcantes da história já confirmaram – com recessões, guerras, miséria e desemprego. Mas na sua atual fase, sob o domínio do capital financeiro, a situação é ainda mais chocante. Somente nos últimos quatro meses, em decorrência do repique da crise mundial, cerca US$ 10 trilhões foram torrados nas bolsas de valores.

A informação foi dada hoje pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, com base em pesquisas internacionais. Para ele, essa monumental “perda de riqueza tem efeito negativo e perverso sobre o comportamento dos agentes econômicos”. Em outras palavras, isto significa mais recessão, quebradeira de empresas, demissões, cortes de direitos e redução do poder aquisitivo.

A gritaria do capital financeiro

“Há uma redução drástica das percepções de crescimento da economia. Uma revisão significativa”, afirma, em tom alarmista, o presidente do BC. Diante das perspectivas sombrias para os próximos anos, Tombini realça a importância do papel do Estado e justifica a recente decisão do Banco Central de cortar a taxa básica de juros, a Selic, visando aquecer o mercado interno.

A entrevista de Tombini tem endereço certo: os agiotas financeiros e seus capachos na mídia rentista. Apesar dos sinais visíveis de agravamento da crise mundial, a oligarquia não larga o osso. Quer manter seus altos lucros e dane-se a sociedade. Primeiro, ela bombardeou a queda dos juros. Agora, ela exige a redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Diante da pressão do “deus-mercado”, alguns porta-vozes do governo Dilma já dão sinais de que vão ceder novamente. O jogo é pesado, a guerra é titânica. A ditadura do capital financeiro faz chantagem e a mídia rentista bate bumbo!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Quanto custa a dignidade de um homem? Respondo: R$1,80!

Conversando com um senhor que trabalha no ramo de reciclados, e deixando correr minha imaginação, perguntei a ele quanto custava um quilo de alumínio - material das latinhas de refrigerante e cervejas. Ele me falou que comprava a R$1,80 de pronto imaginei que algumas poucas latinhas já dava esse peso, o que me surpreendi quando fiquei sabendo que seriam necessárias 75 unidades para completar um quilo.


Imagine senhores! O trabalho que dá de um senhor geralmente de idade avançada sair procurando latas vazias no meio da multidão, apanhando uma por uma no chão, esvaziando-as, amassando-as, e ter que repetir isso por setenta e cinco vezes para conseguir no dia seguinte vendê-las pelos miseres R$1,80?


Qual a situação econômica-social de um pai de família que se presta a realizar tal atividade? Que sentimento moral, ético e de justiça tem um homem que para conseguir manter honestamente sua família, na qual se presta a realizar uma tarefa tão humilhante, porque catam o que os demais descartam, e tão estapafante. Enquanto alguns se divertem nas festas, imediatamente eles estão a juntar as migalhas que caem da mesa! Passando noites em claro, não se divertindo, como de direito tinham, mas trabalhando na seara do sofrimento e descaso público.


Isso não é um país, isso não é um povo, isso não é uma economia! Estamos no inferno, mandados para cá porque fomos perversos numa outra dimensão.


A humilhação humana que é viver do lixo, e ter que fazer isso por alguns trocados que mau dão para comprar de pão. Imaginemos que uma pessoa numa condição social dessas coloca-se a pensar na vida e nas expectativas que lhe sobram, e imagina que muito melhor é então armar-se, e fazer valer seu direito por natureza, usurpando do primeiro que lhe cruzar o caminho o dinheiro e seus bens! Que direito tem essa sociedade de condenar tal ação? Que moral tem um estado-juiz de julgar quem não tem esperanças e que lhe foi negado qualquer vestígio de oportunidades?


Uma sociedade que não entende que tamanha discrepancia social é motor e motivador para a criminalidade, não conseguirá subsistir. Quem rouba para comer não pratica nem crime, nem pecado (está na Bíblia). E merece da minha parte a consideração.


Faça sua parte, da próxima vez que precisar de um serviço prestado por uma pessoa com menor grau de instrução que a sua, use da sua consciência e pague o preço justo socialmente.

domingo, 4 de setembro de 2011

Viva o capitalismo selvagem, e morra o Comunismo Socialista

Observando no dia de ontem, 03 de Setembro de 2011, a festa do Carnaxelita aqui na cidade de Currais Novos, levantei alguns pensamentos sobre a questão social do nosso país. Dentro dos blocos, devidamente trajados com seus abadas, as pessoas que tiveram a oportunidade de comprá-los e participarem diretamente da festa. Tradicionalmente, a festa aqui sempre teve dois blocos, um custa R$120,00 e o outro R$30,00, os respectivos abadas. E quem não gosta, pode assistir dos camarotes, a uma quantia de R$50,00. E quem não pode pagar por nenhuma dessas formas, tem a opção de brincar fora dos blocos, a chamada pipoca.


Pois bem! Até agora, nada disso tem haver com capitalismo e socialismo, aparentemente. Mas, no fundo tem tudo haver. Estávamos na pipoca e passei a observar as pessoas a minha volta: pessoas pobres, trabalhadoras, com baixa formação educacional, com grande carga de sofrimento expresso nos seus rostos pelas marcas deixadas pelo trabalho e pela vida. Todos se divertindo, na inocência de sua própria situação marginalizada injustamente. 


A sociedade se organiza em certa medida como em castas, onde as pessoas tentam se identificar ou serem reconhecidas ou menos humilhadas no grupo. Me atentei a ver, que o bloco com menor preço estava praticamente vazio, apesar da atração do preço e da boa música tocada, ninguém se interessou. E por que? Dentro do bloco mais caro tinha bem mais pessoas, e algumas destas pobres também (grande maioria), mas que sei que demandaram um esforço descomunal para estarem ali, muitas vezes sobre pena de deixarem de pagar contas mais importantes como uma mensalidade escolar, ou conta de luz. Aí me perguntei: que país é esse onde as pessoas que trabalham e fazem girar a roda da economia são os mais humilhados, debochados, marginalizados e ainda vêem a uma festa de rua particular e ficam do lado de fora (como disse Cazuza, só estacionando os carros), mas ainda felizes? Será que as pessoas não conseguem enxergar a miséria que esse sistema elitista capitalista miserável e excludente provoca na sociedade, onde os pobre sendo a maioria da população não se revoltam e dizem um basta a toda a essa miséria de vida excluída?!


Nesse capitalismo selvagem, que é cada um por si e Deus contra todos, onde os trabalhadores ficam de fora das cordas, ou apenas segurando-as para que a classe mais favorecida permaneça a gozar da vida, não existe condições para sua continuidade. Só pode estar fadado ao fracasso, no dia que as pessoas que trabalham e mesmo assim não podem com seus míseros R$545,00 manter a menor condição humana de vida, acordarem e perceberem que elas é que deveriam estar sim nas melhores posições ou que pelo menos em condições iguais de vida e divertimentos, e se revoltarem e fizerem uso de uma política revolucionária pelas armas ou por greves gerais que reinvidiquem melhores condições reais de vida em sociedade.


Que trabalho é esse onde o trabalhador fica do lado de fora? Que vida é essa onde não temos o direito a educação, a cultura, ao lazer? Onde trabalhamos o ano inteiro e não temos condições de saúde, salubridade e garantias de que quando doentes terão um serviço mínimo de assistência médica?


Quem criou o capitalismo o fez pensando numa minoria (~ 10% da população) que tem uma vida mantida pelo trabalho e sofrimento dos demais e no esgotamento das riquezas naturais. Isso não tem nada de justiça! É dessavadamente injusto. E na minha opinião, justifica a população se revoltar, seja em grupo ou individualmente.


Viva o socialismo teórico, viva Cuba, viva Fidel Castro! Morte a política exploratória das multinacionais, a política económica do Banco Central do Brasil.


E aos zumbis trabalhadores do Brasil: REVOLUÇÃO!!!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Aprovado em concurso tem de ser nomeado

Regiane Soares von AtzingenAgência BOM DIA

Passar em um concurso público nem sempre é garantia de emprego estável. Isso porque é cada vez mais comum os aprovados não serem nomeados para os cargos que disputaram.
Para acabar com a prática, adotada em várias instâncias do poder público, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu por unanimidade que a administração é obrigada a nomear candidatos aprovados em concurso público dentro do número de vagas do edital.
A decisão, que vale para todo o país, foi tomada durante o julgamento de um recurso apresentado pelo governo de Mato Grosso do Sul, que se recusava a dar posse a um candidato aprovado para a vaga de agente auxiliar de perícia da Polícia Civil.
Segundo o ministro Gilmar Mendes, relator do caso no STF, “a boa-fé da administração pública exige o respeito incondicional às regras do edital” do concurso pú blico.
Para a diretora executiva da Anpac (Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos), Maria Thereza Sombra, a decisão do STF vai dar mais força e transparência às seleções públicas realizados em todo o país. “Acredito que as administrações vão cumprir os editais dos concursos porque
agora a nomeação do aprovado é umdireito líquido e certo”, disse.
Segundo Thereza, as contratações de aprovados não acontecem porque funcionários terceirizados ocupam os lugares dos concursados. “Também há muita ingerência política na administração pública”, disse.

Seleção da Petrobras tem 294 por vagaUm concurso público aberto pela Petrobras para o preenchimento de vagas em todo o país é um dos mais concorridos da atualidade. São 173.686 inscritos para 590 postos, o que dá uma concorrência de 294 candidatos por vaga. A concorrência é mais acirrada no estado do Rio de Janeiro, onde 33.613 candidatos participam do concurso, a maioria na capital fluminense.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

O Brasil de Dilma

O Brasil de Dilma não é o mesmo de sempre. Nunca que no governo Lula ele deixaria realizar-se uma operação policial que acarretasse prisão do secretário executivo de um ministério.Sendo a PF um órgão ligado ao ministério da justiça, tem como a chefe maior a presidenta, que certamente não avisou ao ministro do turismo os fatos, certamente prevendo que este o contaria aos demais.

Ela é muito correta e manda assim um recado a todos os escalões ministeriais. Se, podendo avisar não o fez, os demais podem estar sob investigação ou prestes a estourar uma bomba dessas. Quem deve ter ficado irado foi o vice-presidente, Michel Temer. Fazer varredura por baixo dos panos e sem o comandamente chefe do PMDB saber é muito ousado e demonstra firmeza contra a corrupção.

Deve ter alguns muitos deputados e políticos em Brasília tudo com medo de serem os próximos.Capaz deles inventarem algo para provocar uma ruptura com o governo alegando discordancias políticas regionais, pelas eleições de 2012.

Ora, o governo está jogando duro. Não está deixando desviar os milhões necessários para o caixa dois das próximas eleições. Dilma deve estar lembrando do tempo que passou presa, e perdeu a paciência de ficar fingindo ação. Eu quero é mais que ela faça acontecer, coloque os torturadores do tempo da ditadura na cadeia, deixe a PF trabalhar, e cobre resultados nos órgãos do governo.

Acho que ela colocou a diretoria do Mtur para passear no Macapá.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A nova classe média brasileira

Na última década, 31 milhões de pessoas entraram na classe média brasileira. Atualmente, cerca de 95 milhões fazem parte desse estrato social, com renda familiar entre R$ 1.000 e R$ 4.000. São, sobretudo, jovens, com emprego formal, alto potencial de consumo e características heterogéneas. É o que mostra o Classe Média em Números, lançado nesta segunda-feira (8/8) pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência (SAE). O levantamento traz um perfil detalhado da nova classe média brasileira, feito com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). O estudo tem por objetivo traçar as características desse grupo social, com vistas a subsidiar o governo na definição de políticas públicas específicas para o setor.

A renda per capta entre R$250,00 e R$1.000,00 configura para a pesquisa fazer parte da classe média brasileira. Vindo a reforçar a boa política pública aplicada no governo Lula, fazendo com que a população trabalhadora, depois de longos anos, tivesse aumento real de renda salarial. Parabéns para o governo Lula (2003-2010). Estamos esperando seu retorno em 2014!

Mas ainda existe muita divergência que precisa ser trabalhada. A primeira é a questão do enquadramento. Considerar uma família de quatro pessoas com renda mensal de R$1.000,00 como sendo classe média é muita forçação de barra. Não representa nem dois salários mínimos, no mínimo essa família é pobre e não miserável, agora chamar de classe média não dá. Onde é que uma família com renda de dois salários mínimos poderá comprar sua casa própria? Pagar uma prestação de um carro novo (que varia entre R$600,00 a R$900,00)? Considero classe média uma renda per capta acima de R$1.100,00.

A segunda divergência é quanto as diferenças regionais. O Sudeste concentra a quase metade dela e o Nordeste fica com quase a metade dos pobres do país. Falta uma política de nacionalização das riquezas. E isso somente virá com uma política de médio prazo (~ 20 anos) educacional, de industrialização, de turismo, e serviços.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O declínio da produção de petróleo no RN

Com informações da Agência Nacional do Petróleo (ANP) a cima podemos fazer algumas considerações sobre a exploração de petróleo do Rio Grande do Norte.

É com pesar que enxergamos uma diminuição considerável no número de poços produtores no nosso estado, por consequencia do baixo investimento na abertura de novos poços. Em vez de termos um aumento no número de poços produtores, para exploração de toda essa riqueza natual, as empresas estão apenas no máximo empatando, mantendo a quantidade de poços em produção. É bem simples a conta: os poços antigos vão secando e novos poços vão entrando em produção. É como numa mineradora, o óleo não sai lá de baixo sozinho é preciso investimento, e isso é o trabalho da petrolífera - explorar a riqueza mineral. Mas, então, porque não o faz? Verficando os valores do barril na outra tabela checamos que o RN possui uma dos mais altos valores do barril - o custo de produção / exploração está alto! E como em qualquer firma, investe-se onde o lucro é maior.


Agora entendo porque os valores diários de exploração no estado só caem. É como numa firma onde o dono não acredita mais no seu crescimento e agora não a fecha, a deixa apenas render o que render até sucumbir e fechar por si só.

Muito se pode fazer se existisse poder político regional, exigindo a manutenção do poder exploratório. Se o óleo ficar lá em baixo para nada servirá. Estados com menor potencial e o custo maior, como Bahia e Sergipe, obtiveram crescimento no número de poços produtores.

A política está por trás de tudo! Viva o coronelísmo! Viva os interesses pessoais dos políticos regionais! Viva a auto-promoção e que o povo se vire!

Campos de produção de petróleo no RN e suas petrolíferas exploradoras

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Deputados processam músico

Uma representação ao Ministério Público, assinada pelo deputado Giovani Cherini (PDT) quando ainda era presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, resultou em processo por crime contra a honra para o músico gaúcho Tonho Crocco. O músico fez um rap no qual chamava de “gangue” os 36 deputados que aprovaram aumento de 73% em seus próprios salários, em dezembro do ano passado.
Atualmente deputado federal, Cherini encaminhou uma representação ao Ministério Público para que analisasse o vídeo divulgado pelo músico e, caso necessário, tomasse providências. Tonho Crocco recebeu nesta semana uma intimação para uma audiência preliminar no dia 22 de agosto, da qual Cherini também vai participar.
Em dezembro do ano passado, no penúltimo dia de trabalhos da Assembleia Legislativa, os deputados estaduais gaúchos aprovaram um reajuste de 73% em seus próprios salários. Os vencimentos dos parlamentares pularam de R$ 11,5 mil para R$ 20 mil. A proposta foi aprovada por 36 votos contra 11. A bancada do PT e o petebista Cassiá Carpes votaram contra o projeto.
Indignado com o aumento, o músico Tonho Crocco, fundador da banda Ultramen e atualmente em carreira solo, decidiu fazer um rap, que intitulou “Gangue da Matriz”, em referência a uma gangue de jovens que atuava nos anos 80 nos arredores da Praça da Matriz, no centro de Porto Alegre, em frente à Assembleia. Na internet, o vídeo com a interpretação de Tonho Crocco foi amplamente divulgado no início de janeiro deste ano.
No rap, que fala sobre um “crime” cometido à luz do dia, o músico faz referência a vários deputados que aprovaram o aumento de salário. “Raul Carrion, que decepção, até os que eu achava que eram sangue bom”, diz, sobre o deputado do PCdoB. “Odone e Záchia, no Gre-Nal do reajuste”, sobre os deputados Paulo Odone e Luiz Fernando Záchia, ligados respectivamente a Grêmio e Internacional. O nome de Cherini, no entanto, não é citado na música.

“Estou atordoado”, diz Tonho Crocco
Procurado pelo Sul21, Giovani Cherini negou que estivesse processando o músico gaúcho. “Não estou processando ele, deve ter havido algum erro. Vou procurar me informar”, disse o deputado. Mais tarde, no Twitter, Cherini escreceu: “Não ingressei com ação contra Tonho Crocco. Como presidente (da Assembleia), ofereci representação ao MP para que, havendo ilicitude, tomasse providências”.
Na representação, Cherini afirmou que “eleito pelos deputados estaduais como representante do povo gaúcho”, expressava sua “insurgência contra a manifestação espúria de Antonio Crocco, que enseja o presente pedido de providências ao Ministério Público Estadual”.
“Estou atordoado em receber esta intimação. Eu não cito o deputado Cherini no meu som. Eu confirmei que não é uma ação da Assembleia, é uma ação pessoal, movida pelo deputado me acusando de crime contra a honra”, disse Tonho Crocco ao Sul21. Segundo o músico, o atual presidente da Assembleia, Adão Villaverde (PT), telefonou para dizer que não se tratava de um processo da instituição.
“Meu verdadeiro temor é que se abra um precedente coibindo as manifestações políticas, principalmente aquelas que usam de vias pacíficas e da arte como forma de expressão”, escreveu o músico, em nota divulgada em seu site oficial.
O advogado do músico, Marcelo Almeida, ainda prepara os argumentos da defesa, mas lembra que o principal é a liberdade de expressão. “Isto é um direito básico dos músicos, da imprensa e de qualquer cidadão”, afirma.

Assista o vídeo com o rap que resultou em processo. Clique aqui.
*Matéria publicada originalmente no Sul21

Delegado do Distrito Federal relata página final sobre um crime em forma de poesia e judiciário manda refazer o inquérito


'Tive vontade de transmitir uma mensagem a quem fosse ler', diz delegado.Documento teve que ser reescrito para ser enviado ao Poder Judiciário.
 
Página final do inquérito relatado em forma de poesia pelo delegado Reinaldo Lobo, do Riacho Fundo, em Brasília (Foto: Reprodução)




Página final do inquérito relatado em forma de poesia
pelo delegado Reinaldo Lobo, do Riacho Fundo, em
Brasília (Foto: Reprodução)

O delegado Reinaldo Lobo, da 29ª DP, no Riacho Fundo, a 18 quilômetros de Brasília, surpreendeu a Corregedoria da Polícia Civil ao registrar, no dia 26 de julho, um crime em forma de poesia. O relatório, documento que faz parte do inquérito policial, não foi aprovado e teve que ser refeito.O relatório dizia respeito a um crime de receptação, ocorrido na noite de 22 de julho, quando um homem foi flagrado por policiais militares na garupa de uma motocileta roubada."O preso pediu desculpa/disse que não tinha culpa/pois estava só na garupa/foi checada a situação/ele é mesmo sem noção/estava preso na domiciliar/não conseguiu mais se explicar", escreveu o delegado sobre a abordagem ao suspeito.
Mais adiante, o delegado prossegue: "Se na garupa ou no volante/sei que fiz esse flagrante/desse cara petulante/que no crime não é estreante".


A vontade de fazer um trabalho diferente motivou a redação do poema, disse o delegado. “O nosso trabalho é um pouco de idealismo. Apesar de muito árduo, ele é um pouco de fantasia, de você lutar pela reconstrução e pela melhora do mundo. Acho que isso traz muita realização e eu quis transformar isso em arte, daí a ideia da poesia.”No relatório em forma de poema, o delegado explica a inovação: "Resolvi fazê-lo em poesia/pois carrego no peito a magia/de quem ama a fantasia/de lutar pela paz contra qualquer covardia".
Lobo disse que sua intenção era chamar a atenção de quem fosse ler o inquérito, afirmou. “Nos deparamos com situações difíceis. Naquela noite, tive vontade de transmitir uma mensagem a quem fosse ler aquele inquérito.”


Apesar da criatividade, o relatório retornou da Corregedoria com o pedido de que fosse escrito nos padrões da polícia. Lobo achou melhor solicitar o ajuste a outro delegado. “Não existe nada que regre a redação oficial de um relatório. O Código de Processo Penal só exige que se narre o caso e se citem as informações importantes. O delegado deve ter liberdade de fazer isso”, defende.Esta foi a primeira vez que Reinaldo Lobo escreveu um relatório em poesia. Apesar de o formato não ter sido aceito pela Corregedoria, não houve nenhum tipo de punição ao delegado, que não abandonou completamente a ideia.


“Vou tentar um diálogo com a Corregedoria para tentar ver o que é possível fazer em harmonia”, afirmou o delegado, fazendo rima.A Corregedoria da Polícia Civil não se pronunciou sobre o caso até o fim da manhã desta quarta-feira.O homem que estava na garupa da motocicleta roubada foi autuado em flagrante por receptação. Até o envio do relatório, informa Lobo, o rapaz permanecia preso no sistema penitenciário, porque, como escreveu em seu inquérito-poema, "a fiança foi fixada/e claro não foi paga".

VEJA A ÍNTEGRA  DO  RELATÓRIO

"Já era quase madrugada
Neste querido Riacho Fundo
Cidade muito amada
Que arranca elogios de todo mundo


O plantão estava tranqüilo
Até que de longe se escuta um zunido
E todos passam a esperar
A chegada da Polícia Militar


Logo surge a viatura
Desce um policial fardado
Que sem nenhuma frescura
Traz preso um sujeito folgado


Procura pela Autoridade
Narra a ele a sua verdade
Que o prendeu sem piedade
Pois sem nenhuma autorização
Pelas ruas ermas todo tranquilão
Estava em uma motocicleta com restrição


A Autoridade desconfiada
Já iniciou o seu sermão
Mostrou ao preso a papelada
Que a sua ficha era do cão
Ia checar sua situação



O preso pediu desculpa
Disse que não tinha culpa
Pois só estava na garupa


Foi checada a situação
Ele é mesmo sem noção
Estava preso na domiciliar
Não conseguiu mais se explicar
A motocicleta era roubada
A sua boa fé era furada


Se na garupa ou no volante
Sei que fiz esse flagrante
Desse cara petulante
Que no crime não é estreante


Foi lavrado o flagrante
Pelo crime de receptação
Pois só com a polícia atuante
Protegeremos a população


A fiança foi fixada
E claro não foi paga
E enquanto não vier a cutucada
Manteremos assim preso qualquer pessoa má afamada


Já hoje aqui esteve pra testemunhá
A vítima, meu quase chará
Cuja felicidade do seu gargalho
Nos fez compensar todo o trabalho


As diligências foram concluídas
O inquérito me vem pra relatar
Mas como nesta satélite acabamos de chegar
E não trouxemos os modelos pra usar
Resta-nos apenas inovar


Resolvi fazê-lo em poesia
Pois carrego no peito a magia
De quem ama a fantasia
De lutar pela Paz ou contra qualquer covardia


Assim seguimos em mais um plantão
Esperando a próxima situação
De terno, distintivo, pistola e caneta na mão
No cumprimento da fé de nossa missão

Riacho Fundo, 26 de Julho de 2011
Del REINALDO LOBO
63.904-4"

g1

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Desvendando um serial killer

Phillipe Giovanni

Acontecimentos envolvendo as-sassinos seriais tem ido muito mais além de tudo aquilo que é apresentado no cinema. Sujeitos inteligentes, deficientes de empatia, que matam sem motivo aparente e sem remorso não costumam usar máscaras, muito menos deixar claro quem será a próxima vítima. É exatamente assim que elas são enganadas, pois embora exista uma conjugação de fatores que agregados podem contribuir para um comportamento violento do agente, eles não são exteriorizados de forma permanente, o que acaba por contribuir com a ação.

O termo serial killer teve origem nos anos 70 através de Robert Ressler, um agente aposentado do FBI que fazia parte Behavioral Sciences Unit - BSU (Unidade de ciência comportamental pertencente ao FBI) que estudava e inclusive entrevistava alguns desses assassinos.

Fiorelli e Mangini em sua brilhante obra nos lembram que casos como o de canibalismo podem indicar psicose e não psicopatia. Os serial killers psicóticos vivem em outra realidade, e por estarem no auge da anormalidade necessitam de um acompanhamento psiquiátrico, pois não conseguem distinguir seus atos.
Surge então a medida de segurança com a idéia de proporcionar ao transtornado mental um tratamento diferente, visando precipuamente preservar a sociedade da ação de delinqüentes temíveis e de recuperá-los com tratamento curativo. Para especialistas, transtornos mentais só levam o sujeito a atingir um alto grau de violência quando não são tratados como e quando devem.
Um dos grandes temores é que após um determinado período de tratamento o indivíduo seja dado como curado e seja liberado, o que o levaria a novas práticas criminosas.

Um serial killer psicopata, por sua vez, se enquadra mais especificamente no grupo dos assassinos seriais organizados, justamente pela sua capacidade de manipulação, narcisismo, vigarice, charme, sensi-bilidade artificial, etc. Não significa dizer, contudo, que todo serial killer seja um psicopata como alguns colocam, da mesma forma que nem todo psicopata é um criminoso. É o que Paul Babiack chama de psicopatia subcriminal. 

O assassino serial psicopata permanece com a sua capacidade de manipulação até mesmo quando preso. Comportamentos forjados podem lhe atribuir benefícios que o levaria de volta ao convívio social, como a liberdade condicional. Para Hilda Morana, Michael Stone e Elias Abdalla-Filho, o serial killer é um inimigo irremediável para as pessoas, e a separação permanente da comunidade pela via da prisão parece ser a única alternativa prudente. 

O japonês Tsutomu Miyazaki conhecido como o "monstro de Saitama" foi condenado por crimes nos anos 80 e enforcado em 2008, apesar do pedido de clemência dos advogados que alegaram alienação mental no seu cliente. Outros sequer passam por uma avaliação prévia. Exemplo típico é o caso da família norte-americana Bender, onde pai, mãe, filho e filha formavam uma família serial. Sua filha Kate Bender dizia ser curandeira e atraia seus clien-tes que eram mortos a marteladas. Mais de 10 corpos foram encontrados enterrados no jardim da propriedade dos Benders que fugiram antes de serem capturados. Até hoje o paradeiro dos Benders é um mistério. 

Casos como o dos Benders de fato é muito raro, pois foge das características comuns de um assassino serial. Os Wests também fugiam a essa regra, e em 1994 a polícia se surpreendeu quando começou a escavar o terreno onde ficava a residência dos West, que mais tarde se chamaria "A casa dos horrores". Em suas práticas criminosas, Frederick e Rose West não pouparam nem Heather, uma de suas filhas. Só após aproximadamente 25 anos em ação o casal foi finalmente preso e em 1995 Rose foi condenada à prisão perpétua por 10 assassinatos. Fred se suicidou no início 1995, e não chegou a ser julgado. 

Já o americano Jeffrey Dahmer (1960-1994) foi preso acusado de necrofilia, canibalismo e vários as-sassinatos, mas talvez o que mais tenha chamado a atenção nesse serial killer tenha sido a lobotomia usada por ele para tentar transformar suas vítimas em zumbis e, conseqüentemente, escravos sexuais.

Não é demais ressaltar que grande parte desses criminosos seriais são psicopatas, ou ainda, aproxi-madamente 4% da população mundial possuem algum grau de psicopatia, sendo a maioria apenas "socialmente perniciosos'', muito embora tenham um relacionamento social normal. Já dizia Ted Bundy (1946-1989): "Nós serial Killers, somos seus filhos, nós somos seus maridos, nós estamos em toda parte".
 
Phillipe Giovanni Rocha Martins da Sivla
Estudante de Direito.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Top Blogs Seridó revela os 50 blogs ou sites mais acessados

Pesquisa realizada em 31/07/2011
1º Eduardo Dantas (69.669) http://www.blogdoeduardodantas.com/
2º Robson Pires (74.653) http://www.robsonpiresxerife.com/blog/
3º Eduardo Silva (78.564) http://eduardosilvaacari.blogspot.com/
4º Marcos Dantas (102.904) http://www.marcosdantas.com/
5º Rosivan Amaral (109.018) http://rosivanamaral.blogspot.com/
6º Cardoso Silva (126.340) http://www.cardososilva.com.br/
7º V&C Artigos e Notícias (128.385) http://vcartigosenoticias.blogspot.com/
8º Sidney Silva (166.713) http://www.sidneysilva.com.br/blog/
9º Carlos Guarda Noturno (173.324) http://guardanoturnocdd.blogspot.com/
10º Carnauba em Foco (174.516) http://www.carnaubaemfoco.blogspot.com/
11º Juquinha JCN (181.431) http://carnaubafotos.blogspot.com/
12º Blog do Totinha (192.973) http://blogdototinha.blogspot.com/
13º Acari News (197.816) http://acarirnnews.blogspot.com/
14º Davi Neto (198.539) http://davineto.blogspot.com/
15º Carnauba Noticias (217.193) http://carnaubanoticias.blogspot.com/
16º Carlinhos Tour (222.118) http://englishtips-self-taught.blogspot.com/
17º PM de Currais Novos (229.171) http://pmcurraisnovos.blogspot.com/
18º Acari Fotos e Fatos (251.078) http://acarifotosefatos.blogspot.com/
19º Lucineide Medeiros (267.651)  http://www.lucineidemedeiros.com/
20º Transito no Seridó (271,330http://transitonoserido.blogspot.com/
21º Romeu Dantas (276.545) http://www.romeudantas.com/
22º Carnauba Verdade (335.713) http://carnaubaverdade.com/
23º Roberto Flávio (347.304) http://www.robertoflavio.com.br
24º Vlaudey Liberato (349.050) http://www.vlaudeyliberato.com/
25º Wânia Nóbrega (356.097) http://www.vanianobrega.com.br/
26º Paulinho Barra Pesada (357.230) http://paulinhobarrapesada.blogspot.com/
27º Edmilson Souza (361.748) http://www.blogdoedmilsonsousa.blogspot.com/
28º Blog do Serido (381.187) http://www.blogdoserido.com.br/
29º Rádio Caicó AM (386.192) http://www.radiocaico.com.br/
30º Edson Dantas (405,860http://www.edsondantas.com/
31º TV Seridó (416.187) http://www.tvserido.com
32º Gustavo Nobrega (454.627) http://www.gustavonobregarn.blogspot.com/
33º Rodrigo Raniere (547.377) http://rodrigoraniere.blogspot.com/
34º DL News (568.558) http://dantaselimanews.blogspot.com/
35º Site Kurtição (583,451) http://www.kurticao.com.br/
36° Seridó Noticias (585.846)  http://seridonoticias.com/
37º Bate Bola 95FM (591.063) http://radio95.fm.br/batebola/
38º 6º BPM de Caicó (599.977) http://www.2cpm6bpm.blogspot.com/
39º Revista Collecione (622.408) http://blog.collecione.com.br/
40º Glaucia Lima (625.067 http://www.glaucialima.com/
41º Jarles Cavalcanti (628.861) http://www.jarlescavalcanti.com/
42° Gilmar Cardoso (692.639) http://www.gilmarcardoso.com/
43º Eliel Bezerra (733.431) http://www.elielbezerra.blogspot.com/
44º Carnauba Jovem (744.923) http://carnaubajovem.blogspot.com/
45° Anselmo Santana (792.612) http://www.anselmosantana.com/
46º TV Parelhas (806.929) http://tvparelhas.blogspot.com/
47º Suébster Neri (823.380) http://www.sneri.blog.br/
48º O Côco ta seco (906.471) http://ococotaseco.com/
49º Portal Inforside (912.005) http://inforside.com.br/
50º Esporte de Acari (994.555) http://esporteacari.blogspot.com/
Algumas considerações  importantes sobre o ranking acima:
- Foi feito de acordo com o site Alexa que mede o tráfico de acessos da internet http://www.alexa.com/
- Existem outros mecanismos de aferição de acessos na internet e provavelmente pode haver alteração na lista acima.
- Quanto mais baixo o numeral ao lado do blog mais acessado ele é;
- O ranking não tem o objetivo de estimular nenhuma competição, todos os blogs do seridó se linkam entre si e compartilham informações e cada um deles é um novo mundo a ser descoberto.
- Pesquisa realizada por Eduardo Silva