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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Quanto custa a dignidade de um homem? Respondo: R$1,80!

Conversando com um senhor que trabalha no ramo de reciclados, e deixando correr minha imaginação, perguntei a ele quanto custava um quilo de alumínio - material das latinhas de refrigerante e cervejas. Ele me falou que comprava a R$1,80 de pronto imaginei que algumas poucas latinhas já dava esse peso, o que me surpreendi quando fiquei sabendo que seriam necessárias 75 unidades para completar um quilo.


Imagine senhores! O trabalho que dá de um senhor geralmente de idade avançada sair procurando latas vazias no meio da multidão, apanhando uma por uma no chão, esvaziando-as, amassando-as, e ter que repetir isso por setenta e cinco vezes para conseguir no dia seguinte vendê-las pelos miseres R$1,80?


Qual a situação econômica-social de um pai de família que se presta a realizar tal atividade? Que sentimento moral, ético e de justiça tem um homem que para conseguir manter honestamente sua família, na qual se presta a realizar uma tarefa tão humilhante, porque catam o que os demais descartam, e tão estapafante. Enquanto alguns se divertem nas festas, imediatamente eles estão a juntar as migalhas que caem da mesa! Passando noites em claro, não se divertindo, como de direito tinham, mas trabalhando na seara do sofrimento e descaso público.


Isso não é um país, isso não é um povo, isso não é uma economia! Estamos no inferno, mandados para cá porque fomos perversos numa outra dimensão.


A humilhação humana que é viver do lixo, e ter que fazer isso por alguns trocados que mau dão para comprar de pão. Imaginemos que uma pessoa numa condição social dessas coloca-se a pensar na vida e nas expectativas que lhe sobram, e imagina que muito melhor é então armar-se, e fazer valer seu direito por natureza, usurpando do primeiro que lhe cruzar o caminho o dinheiro e seus bens! Que direito tem essa sociedade de condenar tal ação? Que moral tem um estado-juiz de julgar quem não tem esperanças e que lhe foi negado qualquer vestígio de oportunidades?


Uma sociedade que não entende que tamanha discrepancia social é motor e motivador para a criminalidade, não conseguirá subsistir. Quem rouba para comer não pratica nem crime, nem pecado (está na Bíblia). E merece da minha parte a consideração.


Faça sua parte, da próxima vez que precisar de um serviço prestado por uma pessoa com menor grau de instrução que a sua, use da sua consciência e pague o preço justo socialmente.