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quinta-feira, 2 de junho de 2011

PSDB sepulta o serrismo

Por André Barrocal, no sítio Carta Maior:

“Contem comigo para qualquer problema, para qualquer necessidade de presença, eu estarei lá. Sou um ativista político desde minha juventude. Estou nessa luta há muitas décadas e, se deus quiser, permanecerei nela durante muitas décadas ainda (….) Antes de ser um oficial da política, eu sou um soldado.”

Com estas palavras - um apelo para não ser ignorado -, José Serra, ex-governador de São Paulo, terminou sua participação na convenção nacional que o PSDB realizou neste sábado (28/05) para eleger uma nova direção. Derrotado duas vezes ao tentar virar presidente da República, o discurso de Serra encerrou mais um fracasso.

A convenção destinava-se justamente a sepultar a hegemonia serrista e paulista no tucanato. Ao mesmo tempo, buscava evitar um racha no ninho, o que exigirá do PSDB tonificar uma instância partidária inoperante nos últimos tempos, o Conselho Político, em cuja direção, a contra-gosto e com muita resistência, Serra foi assentado.

Daqui para frente e de olho na sucessão da presidenta petista Dilma Rousseff em 2014, os tucanos entregam-se à liderança do senador Aécio Neves (MG), cuja missão será reiventar um partido e um ideário derrotados mais vezes do que Serra na luta pela Presidência da República.

“Não podemos ter dois comandos. Sairemos daqui com um comando só”, dizia, ao chegar à convenção, o líder da bancada adversária de Dilma na Câmara dos Deputados, Paulo Abi-Ackel (PSDB), aliado mineiro do senador mineiro. E qual será o discurso, a linha do partido daqui em diante, com Aécio à frente? “Ah, é o artigo do Fernando Henrique”, contou Abi-Ackel.

Linha FHC: classe média e moralismo

O deputado referia-se a um texto polêmico publicado numa revista no início de abril, no qual ex-presidente esforça-se para salvar o PSDB e a oposição em geral da falta de rumos. Nele, FHC diz que “uma oposição que perde três disputas presidenciais não pode se acomodar com a falta de autocrítica”. E defende, entre outras coisas, que os adversários de Dilma não devem “disputar com o PT influência sobre os 'movimentos sociais' ou o 'povão'”, mas, sim, buscar a “nova classe média”.

Para o sociólogo, os tucanos precisam explorar as redes sociais, a mídia tradicional e as universidades para discursar a favor de mais saúde, educação, ecologia, direitos humanos, enfim, por um “papel crescente do estado”, o que não estaria em “contradição com economia mercado”. Mas, ressalva FHC, sem deixar de lado o núcleo das campanhas tucanas perdedoras em 2006 e 2010, porque “seria erro fatal imaginar, por exemplo, que o discurso 'moralista' é coisa de elite à moda da antiga UDN”.

Pois não faltou, na convenção tucana, a retórica 'moralista' pregada pelo ex-presidente, graças à enrascada em que se encontra o chefe da Casa Civil, ministro Antonio Palocci, por conta de seu enriquecimento à base de consultorias. “Devemos sair às ruas, de cabeça erguida, e dizer: 'somos sérios, somos éticos e sabemos fazer'”, disse na convenção o desde já presidenciável Aécio Neves.

“Crise ética”, foi a definição do caso Palocci dada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. “Escândalo”, chamou FHC. “Águas da corrupção”, classificou o presidente reeleito do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE).

Não foi exatamente a opinião manifestada por um deputado cassado que compareceu à festa tucana mesmo sem ter carteirinha do PSDB. Para o presidente do PTB, Roberto Jefferson, não há motivo para CPI do Palocci. Nem mesmo para fazer comparações com o “mensalão”, cuja suposta existência o deputado denunciou depois que um aliado dele empregado nos Correios, Mauricio Marinho, fora gravado recebendo propina.

'Aécio presidente!'

Ao chegar à convenção, Jefferson parecia um pop-star, posando para fotos com militantes tucanos, que também se entretiam com músicas à espera do início do encontro. "Brasil, urgente, Aécio presidente!”, era uma delas. “Brasil, urgente, Perillo presidente!”, dizia outra, aludindo ao governador de Goiás, Marconi Perillo. Até um genérico “1, 2, 3, 4, 5, mil, queremos um tucano presidente do Brasil!”.

Ninguém gritava “Serra presidente”, evidência de que o ex-governador paulista é página virada no partido, mesmo com os mais de 40 milhões de votos obtidos na última eleição.

O capital político de Serra serviu, no entanto, para impedir que ele fosse escanteado por completo do novo comando tucano. Os tucanos contam com algum tipo de colaboração dele na próxima eleição. Daí que o encontro deste sábado começou com mais de duas horas de atraso. Desde a véspera, a elite tucana tentava encontrar uma composição dos dirigentes que garantisse a hegemonia de Aécio, mas que permitisse ao menos dar um prêmio de consoloção a Serra.

Os três cargos mais importantes da estrutura partidária ficaram com simpatizantes ou aliados declarados de Aécio. O presidente Sérgio Guerra, que pelas costas já fez referências desabonadoras a Serra, reelegeu-se. A secretaria-geral terá o deputado mineiro Rodrigo de Castro, abertamente apoiador de Aécio. E o comando do Instituto Teotônio Vilela, órgão formulador dos tucanos, foi entregue ao ex-senador Tasso Jereissatti (CE), que até hoje guarda rancor contra Serra pela disputa de ambos pela candidatura presidencial tucana em 2002.

Para Serra, restou controlar o Conselho Político, que os tucanos dizem que vão tentar revitalizar daqui para frente.

Além do objetivo de superar o serrismo e, ao mesmo tempo, esconder os problemas internos atrás da retórica de “unidade”, o PSDB usou a convenção para tentar enfrentar a sensação de fragilidade dos adversários do governo dentro do Congresso. É a menor bancada oposicionista desde o fim da ditadura militar. Valeu até apelar para um suposto fenômeno mundial. “Há controvérsias sobre o enfraquecimento da oposição. A oposição não está fragilizada só no Brasil”, disse o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR).

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

SERRA, O PRÉ-SAL E A FALSA SURPRESA

Reproduzo artigo de Mino Carta, intitulado "Falsa surpresa, outra verdadeira e a revelação", publicado no sítio da revista CartaCapital:


Registro neste derradeiro mês de 2010 uma falsa surpresa, outra verdadeira e uma revelação. A surpresa que não houve vem do WikiLeaks e é de amplo raio. O WikiLeaks­ demonstra apenas no plano mundial o baixo QI da diplomacia americana e, em perfeita afinação em relação ao Brasil, que os representantes de Tio Sam aqui sediados baseiam seus despachos na leitura de Veja, Estadão, Folha e Globo. Seria esta razão de espanto? De maneira alguma, está claro. E seria verificar que Washington, como informa o ­WikiLeaks, faz lobby contra a lei do pré-sal a favor das irmãs do petróleo?

O petróleo é deles? – Telegramas confidenciais remetidos pelos diplomatas americanos para o Departamento de Estado mostram profunda contrariedade diante das mudanças introduzidas pelo governo Lula nos sistemas de exploração do nosso petróleo. E surge em cena uma certa Patricia Pedral, diretora da Chevron no Brasil. Ela acusa o governo de fazer uso “político” do modelo, mas não perde as esperanças. “As regras sempre podem mudar depois”, teria afirmado, o que também implica confiança no poder de persuasão das irmãs petroleiras e do próprio Tio Sam. Os métodos deste poder são bastante conhecidos, passam pela chantagem e pelo tilintar dos dólares.

Surpresa? Nem pensar. Segundo dona Patricia, em novembro do ano passado ela teria recebido de José Serra a garantia de que, eleito, mudaria as regras. Não sei até que ponto dona Patricia é confiável. Pergunto, de todo modo: se a promessa de Serra existiu, cabe espanto? Obviamente, não. Eleito em lugar de Dilma Rousseff, ele faria a vontade da sua turma e da mídia nativa. O tucanato é assim mesmo. É do conhecimento até do mundo mineral que Fernando Henrique sonhou em privatizar a Petrobras até onde fosse possível. Difícil é imaginar que Serra presidente deixaria por menos. Vejam só do que nos livramos.

O escândalo é outro – Surpresa autêntica é proporcionada por um livro publicado, O Escândalo Daniel Dantas. Poderia ser da autoria dos advogados do banqueiro orelhudo, e não nos deixaria de queixo caído. Dá-se que quem escreve, e não há defensor de Dantas habilitado a realizar trabalho melhor, é um jornalista, Raymundo Rodrigues Pereira, de hábito empenhado em nobres causas, a me merecer desde sempre amizade como indivíduo e respeito como profissional.

Raymundo me presenteou recentemente com seu livro e com uma coletânea de ensaios sobre a obra de um criador de cinema que ambos admiramos, John Ford. Eu já estava informado a respeito do conteúdo de O Escândalo Daniel Dantas e cuidei de não lê-lo para evitar que ventos malignos soprassem entre o fígado e a alma. Disse apenas ao velho amigo e companheiro de algumas aventuras: “Concordamos quanto a Ford, discordamos quanto a Dantas”. No livro ele aponta Carta­Capital como uma publicação que perseguiu Dantas injustamente e eu fingi ignorar.

Na Folha de S.Paulo, de 10 de dezembro, entrevistado por Frederico Vasconcelos, ele volta à carga. Diz que por trás das reportagens publicadas contra o banqueiro do Opportunity – e no caso de CartaCapital, segundo ele teriam sido cem, número talvez exagerado, mas pouco importa – “estavam os fundos de pensão, a canadense TIW, a Telecom Italia e Luiz Roberto Demarco (ex-sócio de Dantas)”, conforme relata Vasconcelos. Ou, por outra: CartaCapital prestou-se a um jogo sujo, não se esclarece a que preço. Vale soletrar o contrário: o orelhudo, que assim chamamos por sua comprovadíssima obsessão no uso desbragado do grampo, tentou amansar CartaCapital por meio de polpudo contrato de publicidade, obviamente ineficaz. Que fazer, a gente não está à venda.

Não me permito ilações sobre as razões de Raymundo e até que ponto ele se dispôs a servir aos interesses de amigos chegados ao orelhudo. Diante da grave ofensa, cometida contra esta revista e vários honrados jornalistas, declaro meu suspanto, misto de susto e espanto, como diria o próprio Raymundo, desta vez entregue a um gênero de jornalismo que sequer posso classificar como de péssima qualidade. Não há dúvidas de que ele conversou longamente com seu herói e apaniguados. Não procurou, contudo, os vilões, os profissionais que ofende, a começar por Rubens Glasberg, dono de um arquivo completo a respeito de Dantas e suas façanhas.

Não há uma única, escassa reportagem de CartaCapital que não tenha sido baseada em documentos irrefutáveis para provar as inúmeras mazelas dantescas e as condenações que colecionou, em Cayman, em Nova York, em Londres, por uma corte internacional. E é muito estranho que jornalistas, mercenários segundo Raymundo, processados pelo orelhudo, cinco vezes Glasberg, duas vezes o acima assinado, incontáveis Paulo Henrique Amorim, tenham saído vencedores destes embates judiciários.

Papai Noel a risco – E agora a revelação, que devemos agradecer à revista Veja: Papai Noel existe. Trata-se de um milagre. Metido naquelas fartas roupas de lã, botas e capuz, arrastado para o trópico a bordo de um trenó puxado por renas à espera da neve impossível, ele resiste impávido ao nosso verão. Na minha infância, celebrava-se Jesus Menino, que, como todos, veio ao mundo nu. Em um Natal desses, Papai Noel bate literalmente as botas. Coisas de um país onde há quem gostaria de privatizar a Petrobras e acha DD um capitalista exemplar.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Frases do Twitter sobre o caso da bolinha de papel com Serra

Reproduzo coletânea enviada por Erik Haagensen das melhores sacadas no Twitter sobre a bolinha de papel que feriu "gravemente" o coitadinho do Serra. Escolha qual a melhor ou envie outras:

- Del_Pozzo Gilberto Del’ Pozzo

Folha de S. Paulo:Polícia encontra pacote com 500 folhas de papel A4 em comitê de Dilma

- caio_feitosa Caio Feitosa

BOMBA: Serra diz que cidadão que for pego portando papel será indiciado por porte ilegal de arma
- mozartfaggi mozart

Ultimo boletim médico: Serra não tem nada na cabeça.

- livino Livino

Militante que atirou bolinha de papel em Serra é condenado a uma semana sem recreio.

- fabconde Fabricio Condé

Bolinha de papel: R$0,50. Tomografia em Clinica Particular R$700,00. Ver a Verdade vencer a Mentira: Não tem preço.

- caiocard Caio Cardoso

Nunca antes na história desse país se viu uma bola de papel derrubar uma máscara tão perfeitamente.

- DanielCruz733 Daniel Cruz

Na bolinha de papel tava escrito: “Não se larga um líder ferido na estrada” Ass: Paulo Preto

- ironjr Iron Júnior

Quem nunca errou que atire a 1ª bolinha de papel!

- Rafael_213 ‘_Rafael_’

Serra disse que se ganhar, vai proibir a venda de papel A4.

- livino Livino

Globo: Serra promete tomógrafos em todas as escolas do país.

- carlac_gomes @carlagomes

Ibope confirma! Bolinha de papel é mais popular que o Serra!!! PSDB analisa a possibilidade de substituir o candidato!

- Del_Pozzo Gilberto Del’ Pozzo

Em 2002 a esperança venceu o medo, agora a bolinha de papel desmascarou a mentira,a mídia e o Serra e juntos.

- kristian_pascoa Kristian Páscoa

ALERTA: Quando a criançada descobrir que bolinha de papel dá 24h de repouso as escolas ficarão vazias.

- livino Livino

Pedra vence tesoura, tesoura vence papel, papel vence Serra.

- ozeguerra José Guerra

Bolinha de papel pesando 2k (500 folhas de papel A4). Se Índio da Costa estiver falando a verdade, Serra foi atingido pelo dossiê do Aécio.

- rodolfomarconi Rodolfo Marconi

Isso porque a bolinha de papel era branca, porque se fosse preta já iam falar que foi o Paulo ..

- kmahayri Kalil Mahayri

Se uma bolinha de papel fez Serra ir ao hospital … Uma borracha provavelmente o faria fingir-se de morto!!!

- livino Livino

Mas lembrem-se: nada de tentar embarcar em avião com bolinha de papel, hein?

- peteroliveira17 Peter Oliveira

Eu sou contra este ato de violência. Hoje foi uma bolinha de papel, e amanhã? Confetes, serpentinas? Onde esse mundo vai parar?

- eulerdn Euler

A bala de prata era uma bolinha de papel

- livino Livino

Serra vai denunciar o governo brasileiro à ONU por programa secreto de enriquecimento de celulose.

- deozita Deo Gabiatti / by cyber2010cybele

É, ainda bem que foi uma bolinha de papel. Se fosse um aviãozinho iam dizer que foi um ataque terrorista.

- caiocard Caio Cardoso

Nunca antes na história desse país se viu uma bola de papel derrubar uma máscara tão perfeitamente.

- NarleyResende Narley Neto / by Tiago_Rossini

Fita crepe nega envolvimento e diz não conhecer bolinha de papel.

- JoaoCarlos2010 João Carlos / by bafhell

Serra é lerdo mesmo. Bush escapou de sapatada. Serra é atingido por bolinha de papel

- Lais_MD Laís Meireles Duarte

A Chamex está sendo investigada pela Polícia Federal por dar suporte para ataques terroristas.

- opetista O Petista / by ayeshaluc

De olho no apoio de Marina, PT promete que de agora em diante, só bolinhas de papel reciclado.

- thiago_yure thiago yure / by sfsteiger

Dilma enfrentou a ditadura e agüentou tortura. Serra não agüenta nem bolinha de papel. Frouxo...

- thiagocarames Thiago Caramês / by giliate

O Globo: ”Agressor é preso portando uma bola de papel calibre A4. O homem é vizinho do primo do cunhado da filha da Dilma”

- ErikaABL Erika Lima / by vieira707

“O exame de ‘bolística’ determinou que o projétil saiu de um chumaço de Maxprint, calibre A4.”

- ary_jr ary jr. / by AMMIRaMIL

Iranianos lançam projeto de enriquecimento de celulose.

- FabiaPessoa Pessoa

Após ser atingido por bola de papel, Serra recupera a memória e lembra quem é o Paulo Preto.

- criscarreiro Cris Carreiro / by caiocard”

Vídeo absolve rolo de fita e acusa bola de papel que nega vinculo partidário!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Esposa de Serra já fez um ABORTO em 1992!

Caros leitores,

Finalmente uma verdade sobre o assunto do abordo tão divulgado nas últimas semanas pela elite conservadora brasileira veio a tona no dia de hoje. Uma aluna da excelentíssima primeira dama de São Paulo, Mônica Serra (esposa do governador José Serra), declarou que a mesma afirmou ter realizado um abordo no quarto mês no ano de 1992.

Quanta cara de pau por parte do presidenciável em difundir tal coisa atribuindo isto a candidata do PT, quando na verdade o mesmo é que não só é a favor como também é réu. Pois não opinou mas de fato fez, participou.

Agora pergunto, cadê os moralistas dos pastores e padrecos?! Cadê aqueles que pediram para votar em Serra, como o Pr. Silas Malafaia? Cadê pastoreco? O que dizer do seu candidato fajuto que é adepto e participante ativo do ABORTO?! Vai pedir para seus fieis votar em Serra ainda?! Falsos profetas. Túmulos Caiados. Por fora muita beleza, por dentro podridão.

Quero saber aonde vão colocar a cabeça os pastores e padres que foram a público difamar a Dilma!

O Brasil é muito inocênte em crer que quem governa é uma pessoa, e não um partido ou no caso uma coligação inteira. A direita, elitista, preconceituosa, anti-nordestina, não perde por esperar o resultado das urnas dando a Dilma uma vitória esmagadora!

Quem pensar diferente que me envie um e-mail ou que comente a matéria. Sou aberto a opiniões contrárias.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Dos presidenciáveis, Serra é quem tem mais processos

Dos presidenciáveis, Serra é quem tem mais processos
Levantamento do Congresso em Foco analisou todas as 222 certidões que foram entregues ao TSE pelos nove candidatos à Presidência e seus vices. Temer, vice de Dilma, responde a três ações judiciais
Dos presidenciáveis e seus vices, Serra, Temer e Eymael são os três que apresentaram certidões judiciais positivas
Autor da matéria: Thomaz Pires
Levantamento do Congresso em Foco sobre as certidões judiciais dos presidenciáveis mostra que o tucano José Serra é quem mais responde a processos. De acordo com as certidões que ele mesmo apresentou, são 17 processos declarados à Justiça Eleitoral. Ao todo, foram analisadas as 222 certidões entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelos nove postulantes à Presidência da República e respectivos vices. Michel Temer (PMDB), vice da candidata petista Dilma Rousseff, aparece com três ações judiciais. José Maria Eymael, candidato a presidente pelo PSDC, tem duas certidões positivas. Os demais candidatos à Presidência apresentaram certidões negativas, ou seja, que informam não haver processos contra eles.

 

Uma norma da legislação eleitoral obriga todos os candidatos a cargos eletivos a apresentarem, no ato do registro das suas candidaturas, certidões que informem a sua situação judicial, se respondem a processos e qual a situação de cada um deles. Sonegar essas informações, conforme a legislação, implica crime eleitoral. A novidade neste ano é que as declarações tornaram-se públicas, e estão sendo divulgadas na página do TSE.
Improbidade administrativa

Na disputa presidencial, o caso que mais chama atenção é o de Serra. Além das 17 certidões positivas, ele soma três processos ativos, todos por improbidade administrativa. Os casos correm na Justiça Federal do Distrito Federal e referem-se ao Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Sistema Financeiro Nacional (Proer).

 

O Proer foi um programa implementado no primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso para sanear instituições financeiras que enfrentaram dificuldades na virada do período de hiperinflação para o início do Plano Real. Na época, Serra era o ministro do Planejamento. As ações envolvem diversas pessoas que tiveram algum grau de responsabilidade nas decisões relativas ao Proer. Os nomes mais conhecidos são Serra e do então ministro da Fazenda, Pedro Malan. As ações questionam a assistência prestada pelo Banco Central, no valor de R$ 2,975 bilhões, ao Banco Econômico S.A., em dezembro de 1994, assim como outras decisões - relacionadas com o Proer - adotadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

 

Conforme verificado, já houve uma decisão monocrática (ou seja, de um único juiz) em favor da denúncia. A juíza Daniele Maranhão Costa, da 5ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, considerou que houve dano ao erário, enriquecimento ilícito e violação aos princípios administrativos no caso.

 

O candidato do PSDB à Presidência da República também responde por crimes de imprensa, calúnia e injúria, em ações ajuizadas pelo Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores. Em uma delas, o ex-presidente do PT Ricardo Berzoíni é o autor das denúncias, que foram recebidas pela Justiça do estado de São Paulo e se encontram em andamento.

 

O Congresso em Foco entrou em contato telefônico com a assessoria de José Serra, por duas vezes, nos últimos dias, para colher alguma manifestação do candidato sobre o assunto. A reportagem também encaminhou por e-mail uma mensagem detalhada, listando todos os casos, e solicitando esclarecimentos.
Não houve qualquer retorno.
Desbloqueio de poupança
O vice de Dilma e atual presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, apresentou certidões que apontam para a existência de três processos. Conforme a verificação nas certidões, o candidato foi o autor de pelo menos um dos processos: uma ação para desbloqueio de poupança na época do governo Fernando Collor.

 

Logo no início de seu governo, Collor, para conter a inflação, bloqueou valores que estavam nas contas e nas poupanças das pessoas. Temer recorreu à Justiça para liberar os recursos, mas o Banco Central recorreu. Com isso, o candidato passou da condição de requerente para querelado no processo em andamento na Justiça.
Nos outros dois processos que constam das certidões apresentadas pelo peemedebista, um é tratado como “caso eliminado”, não se oferecendo qualquer outro detalhe, e o outro como apelação civil ajuizada contra deputados da bancada paulista na Câmara dos Deputados, também sem detalhes.

 

A assessoria de imprensa do candidato afirma que todos os casos estão transitados em julgado, isto é, percorreram todas as instâncias judiciais e já foram objeto de julgamento, não oferecendo qualquer risco para o candidato. Ainda de acordo com a assessoria, a declaração apenas cumpre uma formalidade da Justiça eleitoral.

http://congressoemfoco.uol.com.br/noticia.asp?cod_canal=21&cod_publicacao=33999