quinta-feira, 29 de setembro de 2011

US$ 10 trilhões torrados nas bolsas

Por Altamiro Borges

Que o capitalismo é um sistema destrutivo, vários fatos marcantes da história já confirmaram – com recessões, guerras, miséria e desemprego. Mas na sua atual fase, sob o domínio do capital financeiro, a situação é ainda mais chocante. Somente nos últimos quatro meses, em decorrência do repique da crise mundial, cerca US$ 10 trilhões foram torrados nas bolsas de valores.

A informação foi dada hoje pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, com base em pesquisas internacionais. Para ele, essa monumental “perda de riqueza tem efeito negativo e perverso sobre o comportamento dos agentes econômicos”. Em outras palavras, isto significa mais recessão, quebradeira de empresas, demissões, cortes de direitos e redução do poder aquisitivo.

A gritaria do capital financeiro

“Há uma redução drástica das percepções de crescimento da economia. Uma revisão significativa”, afirma, em tom alarmista, o presidente do BC. Diante das perspectivas sombrias para os próximos anos, Tombini realça a importância do papel do Estado e justifica a recente decisão do Banco Central de cortar a taxa básica de juros, a Selic, visando aquecer o mercado interno.

A entrevista de Tombini tem endereço certo: os agiotas financeiros e seus capachos na mídia rentista. Apesar dos sinais visíveis de agravamento da crise mundial, a oligarquia não larga o osso. Quer manter seus altos lucros e dane-se a sociedade. Primeiro, ela bombardeou a queda dos juros. Agora, ela exige a redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Diante da pressão do “deus-mercado”, alguns porta-vozes do governo Dilma já dão sinais de que vão ceder novamente. O jogo é pesado, a guerra é titânica. A ditadura do capital financeiro faz chantagem e a mídia rentista bate bumbo!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Quanto custa a dignidade de um homem? Respondo: R$1,80!

Conversando com um senhor que trabalha no ramo de reciclados, e deixando correr minha imaginação, perguntei a ele quanto custava um quilo de alumínio - material das latinhas de refrigerante e cervejas. Ele me falou que comprava a R$1,80 de pronto imaginei que algumas poucas latinhas já dava esse peso, o que me surpreendi quando fiquei sabendo que seriam necessárias 75 unidades para completar um quilo.


Imagine senhores! O trabalho que dá de um senhor geralmente de idade avançada sair procurando latas vazias no meio da multidão, apanhando uma por uma no chão, esvaziando-as, amassando-as, e ter que repetir isso por setenta e cinco vezes para conseguir no dia seguinte vendê-las pelos miseres R$1,80?


Qual a situação econômica-social de um pai de família que se presta a realizar tal atividade? Que sentimento moral, ético e de justiça tem um homem que para conseguir manter honestamente sua família, na qual se presta a realizar uma tarefa tão humilhante, porque catam o que os demais descartam, e tão estapafante. Enquanto alguns se divertem nas festas, imediatamente eles estão a juntar as migalhas que caem da mesa! Passando noites em claro, não se divertindo, como de direito tinham, mas trabalhando na seara do sofrimento e descaso público.


Isso não é um país, isso não é um povo, isso não é uma economia! Estamos no inferno, mandados para cá porque fomos perversos numa outra dimensão.


A humilhação humana que é viver do lixo, e ter que fazer isso por alguns trocados que mau dão para comprar de pão. Imaginemos que uma pessoa numa condição social dessas coloca-se a pensar na vida e nas expectativas que lhe sobram, e imagina que muito melhor é então armar-se, e fazer valer seu direito por natureza, usurpando do primeiro que lhe cruzar o caminho o dinheiro e seus bens! Que direito tem essa sociedade de condenar tal ação? Que moral tem um estado-juiz de julgar quem não tem esperanças e que lhe foi negado qualquer vestígio de oportunidades?


Uma sociedade que não entende que tamanha discrepancia social é motor e motivador para a criminalidade, não conseguirá subsistir. Quem rouba para comer não pratica nem crime, nem pecado (está na Bíblia). E merece da minha parte a consideração.


Faça sua parte, da próxima vez que precisar de um serviço prestado por uma pessoa com menor grau de instrução que a sua, use da sua consciência e pague o preço justo socialmente.

domingo, 4 de setembro de 2011

Viva o capitalismo selvagem, e morra o Comunismo Socialista

Observando no dia de ontem, 03 de Setembro de 2011, a festa do Carnaxelita aqui na cidade de Currais Novos, levantei alguns pensamentos sobre a questão social do nosso país. Dentro dos blocos, devidamente trajados com seus abadas, as pessoas que tiveram a oportunidade de comprá-los e participarem diretamente da festa. Tradicionalmente, a festa aqui sempre teve dois blocos, um custa R$120,00 e o outro R$30,00, os respectivos abadas. E quem não gosta, pode assistir dos camarotes, a uma quantia de R$50,00. E quem não pode pagar por nenhuma dessas formas, tem a opção de brincar fora dos blocos, a chamada pipoca.


Pois bem! Até agora, nada disso tem haver com capitalismo e socialismo, aparentemente. Mas, no fundo tem tudo haver. Estávamos na pipoca e passei a observar as pessoas a minha volta: pessoas pobres, trabalhadoras, com baixa formação educacional, com grande carga de sofrimento expresso nos seus rostos pelas marcas deixadas pelo trabalho e pela vida. Todos se divertindo, na inocência de sua própria situação marginalizada injustamente. 


A sociedade se organiza em certa medida como em castas, onde as pessoas tentam se identificar ou serem reconhecidas ou menos humilhadas no grupo. Me atentei a ver, que o bloco com menor preço estava praticamente vazio, apesar da atração do preço e da boa música tocada, ninguém se interessou. E por que? Dentro do bloco mais caro tinha bem mais pessoas, e algumas destas pobres também (grande maioria), mas que sei que demandaram um esforço descomunal para estarem ali, muitas vezes sobre pena de deixarem de pagar contas mais importantes como uma mensalidade escolar, ou conta de luz. Aí me perguntei: que país é esse onde as pessoas que trabalham e fazem girar a roda da economia são os mais humilhados, debochados, marginalizados e ainda vêem a uma festa de rua particular e ficam do lado de fora (como disse Cazuza, só estacionando os carros), mas ainda felizes? Será que as pessoas não conseguem enxergar a miséria que esse sistema elitista capitalista miserável e excludente provoca na sociedade, onde os pobre sendo a maioria da população não se revoltam e dizem um basta a toda a essa miséria de vida excluída?!


Nesse capitalismo selvagem, que é cada um por si e Deus contra todos, onde os trabalhadores ficam de fora das cordas, ou apenas segurando-as para que a classe mais favorecida permaneça a gozar da vida, não existe condições para sua continuidade. Só pode estar fadado ao fracasso, no dia que as pessoas que trabalham e mesmo assim não podem com seus míseros R$545,00 manter a menor condição humana de vida, acordarem e perceberem que elas é que deveriam estar sim nas melhores posições ou que pelo menos em condições iguais de vida e divertimentos, e se revoltarem e fizerem uso de uma política revolucionária pelas armas ou por greves gerais que reinvidiquem melhores condições reais de vida em sociedade.


Que trabalho é esse onde o trabalhador fica do lado de fora? Que vida é essa onde não temos o direito a educação, a cultura, ao lazer? Onde trabalhamos o ano inteiro e não temos condições de saúde, salubridade e garantias de que quando doentes terão um serviço mínimo de assistência médica?


Quem criou o capitalismo o fez pensando numa minoria (~ 10% da população) que tem uma vida mantida pelo trabalho e sofrimento dos demais e no esgotamento das riquezas naturais. Isso não tem nada de justiça! É dessavadamente injusto. E na minha opinião, justifica a população se revoltar, seja em grupo ou individualmente.


Viva o socialismo teórico, viva Cuba, viva Fidel Castro! Morte a política exploratória das multinacionais, a política económica do Banco Central do Brasil.


E aos zumbis trabalhadores do Brasil: REVOLUÇÃO!!!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Aprovado em concurso tem de ser nomeado

Regiane Soares von AtzingenAgência BOM DIA

Passar em um concurso público nem sempre é garantia de emprego estável. Isso porque é cada vez mais comum os aprovados não serem nomeados para os cargos que disputaram.
Para acabar com a prática, adotada em várias instâncias do poder público, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu por unanimidade que a administração é obrigada a nomear candidatos aprovados em concurso público dentro do número de vagas do edital.
A decisão, que vale para todo o país, foi tomada durante o julgamento de um recurso apresentado pelo governo de Mato Grosso do Sul, que se recusava a dar posse a um candidato aprovado para a vaga de agente auxiliar de perícia da Polícia Civil.
Segundo o ministro Gilmar Mendes, relator do caso no STF, “a boa-fé da administração pública exige o respeito incondicional às regras do edital” do concurso pú blico.
Para a diretora executiva da Anpac (Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos), Maria Thereza Sombra, a decisão do STF vai dar mais força e transparência às seleções públicas realizados em todo o país. “Acredito que as administrações vão cumprir os editais dos concursos porque
agora a nomeação do aprovado é umdireito líquido e certo”, disse.
Segundo Thereza, as contratações de aprovados não acontecem porque funcionários terceirizados ocupam os lugares dos concursados. “Também há muita ingerência política na administração pública”, disse.

Seleção da Petrobras tem 294 por vagaUm concurso público aberto pela Petrobras para o preenchimento de vagas em todo o país é um dos mais concorridos da atualidade. São 173.686 inscritos para 590 postos, o que dá uma concorrência de 294 candidatos por vaga. A concorrência é mais acirrada no estado do Rio de Janeiro, onde 33.613 candidatos participam do concurso, a maioria na capital fluminense.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

O Brasil de Dilma

O Brasil de Dilma não é o mesmo de sempre. Nunca que no governo Lula ele deixaria realizar-se uma operação policial que acarretasse prisão do secretário executivo de um ministério.Sendo a PF um órgão ligado ao ministério da justiça, tem como a chefe maior a presidenta, que certamente não avisou ao ministro do turismo os fatos, certamente prevendo que este o contaria aos demais.

Ela é muito correta e manda assim um recado a todos os escalões ministeriais. Se, podendo avisar não o fez, os demais podem estar sob investigação ou prestes a estourar uma bomba dessas. Quem deve ter ficado irado foi o vice-presidente, Michel Temer. Fazer varredura por baixo dos panos e sem o comandamente chefe do PMDB saber é muito ousado e demonstra firmeza contra a corrupção.

Deve ter alguns muitos deputados e políticos em Brasília tudo com medo de serem os próximos.Capaz deles inventarem algo para provocar uma ruptura com o governo alegando discordancias políticas regionais, pelas eleições de 2012.

Ora, o governo está jogando duro. Não está deixando desviar os milhões necessários para o caixa dois das próximas eleições. Dilma deve estar lembrando do tempo que passou presa, e perdeu a paciência de ficar fingindo ação. Eu quero é mais que ela faça acontecer, coloque os torturadores do tempo da ditadura na cadeia, deixe a PF trabalhar, e cobre resultados nos órgãos do governo.

Acho que ela colocou a diretoria do Mtur para passear no Macapá.