quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O voto que pode faltar a Dilma

Reproduzo artigo do atento Marcos Dantas, publicado no sítio Carta Maior:

Pode (e deve) ser examinado no portal www.puc-rio.br um conjunto de mapas mostrando como se distribuíram, pelas microrregiões brasileiras, a votação para Presidência, no primeiro turno. O trabalho foi elaborado pelos pesquisadores Cesar Romero, Dora Hees, Philppe Waniez e Violette Brustlein que, há anos, eleições após eleições, vêm construindo uma cartografia eleitoral brasileira que muito nos diz sobre as opções políticas do eleitorado, conforme as cidades e até bairros (com suas condições econômicas e culturais) onde vivem.

No geral, os mapas do Prof. Romero e seus colegas não trazem surpresas: podemos visualizar, no detalhe geoespacial, que a candidata do PT, Dilma Rousseff, venceu maciçamente no Nordeste e maior parte de Minas Gerais, obtendo também a maioria dos votos no Rio Grande do Sul e outras partes do país. Já José Serra obteve boa vitória em São Paulo e outros estados no Sul, mas também em regiões da Amazônia, como o interior do Pará, o Acre e Roraima.

O que deveria chamar atenção, nesta reta final de campanha, sobretudo do comando da campanha de Dilma, é o elevado índice de abstenções, votos nulos e brancos justamente naquelas regiões onde ela foi amplamente vitoriosa. Pode-se arriscar dizer que, se as abstenções nessas regiões fossem 2 ou 3 pontos percentuais menores, ela teria vencido já no primeiro turno.

No estado da Bahia, um estado praticamente “vermelho”, no código de cores escolhido, obviamente que não ao acaso, pelos pesquisadores, as abstenções também, na maior parte das microrregiões, superaram 25%, chegando a mais de 30% na microrregião de Bom Jesus da Lapa. Em todo o sul do Estado, incluindo as microrregiões à volta de cidades importantes como Vitória da Conquista, Jequié, Porto Seguro, Ilhéus e Itabuna, as abstenções oscilaram entre 23 a 28 por cento. Igual se deu em Irecê, Jacobina e suas adjacências.

Em Pernambuco, estado que, além de Dilma, consagrou o governador Eduardo Campos, em todas as microrregiões que fazem fronteira com o Ceará, a abstenção foi de 23 a 28 por cento. Igual, nas microrregiões que fazem fronteira com Alagoas, dentre elas incluindo-se Garanhuns, Suape, Médio Capiberibe.

No Ceará, a abstenção foi de 28 a 39 por cento na microrregião de Itu, na fronteira com o Piauí. Mas em todas as microrregiões do sul do Estado, de Senador Pompeu e Médio Jaguaribe para baixo, a abstenção foi de 23 a 28 por cento, taxas também atingidas em Sertão do Crateús e Canindé.

Chama ainda mais atenção o que se passou em Minas Gerais: em todas as microrregiões do vale do Jequitinhonha, onde o PT tem muita força e a votação em Dilma foi muito expressiva, igualmente expressiva foi a abstenção, de 28,5 a 39 por cento. Entre estas microrregiões estão Teófilo Otoni, Grão Mogol, Conceição do Mato Dentro etc.

Se a esse alto índice de abstenção, somarem-se os votos nulos e brancos, o total de “não-votos” nesses grandes pedaços de Brasil, chega a quase 40%, até 45% em alguns casos.

Desconsiderando os nulos e brancos, indicadores da recusa de escolha do eleitor, a abstenção pode mesmo ter subtraído de Dilma os votos que faltaram para vencer no primeiro turno. A secretária doméstica deste que aqui escreve, moradora na Baixada Fluminense e eleitora de Dilma, confessou-lhe que não foi votar porque “chovia muito”...

Quantos eleitores não terão ido votar porque, mesmo sob sol, lhe faltava um documento com foto e os doutos ministros do STF, numa emenda que piorou o soneto, invalidaram o seu legítimo título de eleitor? Alguém já calculou quantos cidadãos e cidadãs, numa penada, tiveram cassado o seu direito ao voto, nestas últimas eleições? O deputado que achou de introduzir essa regra na atual lei eleitoral, sabia muito bem o que estava fazendo. Os deputados do PT que a aprovaram, não. E acordaram tarde.

Todo mundo sabe – e mais o sabem os governadores Jaques Wagner, Eduardo Campos, Cid Gomes e outros do Nordeste – que a eleição, no interior, é movida pelos candidatos a deputados federais e estaduais.

Neste segundo turno, eles estarão ausentes. Estão agora curando as feridas e as dívidas (principalmente as dívidas) de campanha... Se não for mobilizada uma forte máquina (com todas as conotações do termo) para levar o eleitor a votar no dia 31, os institutos de pesquisa poderão, mais uma vez, verem-se na obrigação de explicar suas discrepâncias, após computadas as urnas. Simples: pesquisa nenhuma pergunta “você vai votar?”. Este indicador só aparece depois de somado os votos, embora esta até pudesse ser uma boa pergunta diante do enorme feriadão que vai começar no dia 28, para os funcionários públicos, e terminar no dia 2 de novembro, para todos os brasileiros. Eis aí um outro fator que deveria estar muito preocupando o comando petista.

Muito provavelmente, a esta altura, os votos em Dilma ou Serra já estão definidos. Ela tem pouco mais da metade, ele cerca de 40%. Exceto se ocorrer uma hecatombe, isso não deve variar muito nestas duas semanas que faltam para a votação final. Marquetagens, atos teatrais, grandes comícios, debates na TV, manifestos, nem mesmo baixarias na internet, nada deve alterar muito o rumo já traçado. As abstenções,sim, são a grande incógnita. E podem decretar que Dilma ganhe mas não leve...

Dilma tem 12 pontos de vantagem contra Serra! Ufa!!!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Karl Marx e Engels

     Dentro das ideias de Marx e Engels estão a tese de que o Estado e o direito são variáveis dependentes em relação à parte da sociedade que detém o poder. Marx explica mais precisamente que a família e a sociedade civil ordenada para fins econômicos não são uma mera abstração, um simples predicado, mas o sujeito, a estrutura concreta, essencial e necessária, ante à qual o Estado e o direito – que se originam com base nessa estrutura – não são outra coisa se não o predicado, a superestrutura acidental e contingente. Marx não via no Estado a conciliação de todas as contradições mas o instrumento de dominação utilizado por uma das classes. Ele aborda o problemas das classes, da luta entre elas e de suas ideologias emergentes, resultantes de um contraste de interesses econômicos. Para ambos não é somente uma luta entre interesses contrastantes, mas também uma luta entre ideologias contrastantes, construídas em função desses interesses. A classe que é a potencia material dominante da sociedade é, ao mesmo tempo, sua potencia espiritual dominante. As classes que dispõem dos meios de produção intelectual, de forma que as ideias daqueles aos quais faltam esses meios de produção intelectual são submetidas às dos primeiros. É uma luta destinada a acabar quando, com a vitória do proletariado sobre a burguesia, o Estado proletário criado pela nova classe dominante, tendo alcançado o próprio objetivo de eliminar as classes e os antagonismos entre elas, acabará por se extinguir.

     Os dois autores evidenciam, entre outras coisas, o caráter ideológico-político do direito e do Estado visto sob a luz dessa luta. “O poder estatal moderno – dizem – não é outra coisa que um comitê que administra os afazeres comuns de toda a classe burguesa” e complementam que, para os proletários, a lei originada desse poder estatal, assim como a moral e a religião, são “outros tantos preconceitos burgueses atrás dos quais se escondem outros tantos interesses burgueses”. O direito dos burgueses é somente a vontade da classe burguesa “elevada a lei”.



quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Presidente da Petrobras responde a David Zylbersztajn

“Para o governo FHC, a Petrobras morreria por inanição. Os planos do governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso eram para desmontar a Petrobras e vendê-la”, diz o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo. “Em 2003, quando a atual diretoria assumiu a gestão da Petrobras, havia em curso um plano claro de desmonte e esvaziamento de setores estratégicos da Companhia. Se essa tendência não fosse interrompida e revertida, a Petrobras praticamente extinguiria sua atividade de exploração, porque suas áreas exploratórias para buscar novas reservas de petróleo estavam se reduzindo, suas refinarias seriam desmembradas e as plantas de energia elétrica dariam prejuízos, sem perspectivas de recuperação do capital investido. A engenharia e a pesquisa e desenvolvimento da Petrobras seriam extintos”. As afirmações são do presidente da Petrobras em resposta às declarações de David Zylbersztajn, presidente da Agência Nacional do Petróleo no governo de Fernando Henrique Cardoso.

Para o presidente da Petrobras, não restam dúvidas quanto aos objetivos do governo anterior de “preparar” a Petrobras para ser privatizada. “Gradativamente, todas as atividades da Petrobras estavam sendo preparadas para serem passadas para a iniciativa privada, com a exacerbação do conceito de unidades de negócio, praticamente autônomas”, completou, numa breve análise do quadro que a atual gestão encontrou na Petrobras em 2003 e das conseqüências maléficas que a privatização da maior empresa da América Latina traria para a economia brasileira.

José Sergio Gabrielli diz que a Petrobras teve sua participação nos leilões de novas áreas exploratórias limitada pelo Governo, para atrair outras empresas privadas na aquisição dessas novas áreas, ficando, portanto, fora da disputa por novos campos. Sem novas áreas, a sustentabilidade da Petrobras estaria completamente comprometida, contando com mais 4 ou 5 anos de atividade exploratória e deixando toda a riqueza do subsolo brasileiro para empresas estrangeiras. Já no início de 2003, no primeiro Plano Estratégico da Companhia da atual gestão, esse processo foi totalmente revertido: a Petrobras voltou a disputar áreas novas, dobrou suas reservas, e ampliou significativamente o portfólio exploratório, hoje com investimentos em exploração de mais de US$ 4 bilhões, enquanto em 2002 esses investimentos foram de menos de US$ 500 milhões.

A Petrobras, frisa o presidente da empresa, perdia substantivamente em competência, economia, valor, inteligência. “Além dos aspectos econômicos, o desmonte da Companhia transformada em um conjunto de unidades de negócios trazia perdas em tecnologia, engenharia, pessoal”. Limitava-se o crescimento do Cenpes, o maior centro de pesquisas aplicadas da América Latina e um dos maiores do mundo, e da engenharia básica da Companhia, na "ilusão" de que toda a ciência, tecnologia e engenharia poderiam ser "adquiridas no mercado". A gestão posterior a 2003 modificou essa tendência, fortalecendo a engenharia da empresa e seu sistema de pesquisa e desenvolvimento, além de estimular a criação de redes temáticas, que articulam centenas de pesquisadores de dezenas de universidades e instituições de pesquisa no país.

“Na área de geração de energia elétrica, com as termoelétricas a gás natural, não foi diferente. Os contratos, no governo Fernando Henrique Cardoso, garantiam lucros aos empresários donos das térmicas, ficando todo suprimento, pendências, problemas e financiamento do prejuízo para a Petrobras. Os investimentos em refino, mesmo para melhoria da qualidade dos nossos produtos e para aumentar a capacidade de processamento do petróleo brasileiro nas refinarias estava limitado. Nos últimos oito anos esse panorama se transformou e os investimentos no setor de refino cresceram. Hoje estão programadas cinco novas refinarias a serem construídas. Em 2002 não havia investimentos em biocombustíveis e hoje a Petrobras é uma das maiores produtoras de biodiesel e etanol”, diz o presidente.

Em relação ao novo marco regulatório para o pré-sal, Gabrielli também contestou as palavras de Zylbersztajn. Ele diz que o regime de concessões atrai empresas privadas que aceitam o risco de encontrar petróleo em áreas de alto risco exploratório em troca de altos retornos futuros no caso de descobertas. “Para o pré-sal, o risco exploratório é mínimo e o sistema de partilha de produção, em discussão no Congresso, permite, como o próprio nome indica, uma melhor divisão (partilha) entre as empresas e o Governo dos ganhos futuros das potenciais descobertas. Defender o regime de concessões para o pré-sal é defender que a maior parte dos ganhos da atividade sejam apropriados pelo setor privado e nesse sentido é defender, sim, a privatização do pré-sal”, conclui Gabrielli.

Gerência de Imprensa/Comunicação Institucional

Esposa de Serra já fez um ABORTO em 1992!

Caros leitores,

Finalmente uma verdade sobre o assunto do abordo tão divulgado nas últimas semanas pela elite conservadora brasileira veio a tona no dia de hoje. Uma aluna da excelentíssima primeira dama de São Paulo, Mônica Serra (esposa do governador José Serra), declarou que a mesma afirmou ter realizado um abordo no quarto mês no ano de 1992.

Quanta cara de pau por parte do presidenciável em difundir tal coisa atribuindo isto a candidata do PT, quando na verdade o mesmo é que não só é a favor como também é réu. Pois não opinou mas de fato fez, participou.

Agora pergunto, cadê os moralistas dos pastores e padrecos?! Cadê aqueles que pediram para votar em Serra, como o Pr. Silas Malafaia? Cadê pastoreco? O que dizer do seu candidato fajuto que é adepto e participante ativo do ABORTO?! Vai pedir para seus fieis votar em Serra ainda?! Falsos profetas. Túmulos Caiados. Por fora muita beleza, por dentro podridão.

Quero saber aonde vão colocar a cabeça os pastores e padres que foram a público difamar a Dilma!

O Brasil é muito inocênte em crer que quem governa é uma pessoa, e não um partido ou no caso uma coligação inteira. A direita, elitista, preconceituosa, anti-nordestina, não perde por esperar o resultado das urnas dando a Dilma uma vitória esmagadora!

Quem pensar diferente que me envie um e-mail ou que comente a matéria. Sou aberto a opiniões contrárias.